domingo, 29 de dezembro de 2013

NÃO DEVERIAM EXISTIR MAÇÃS!

Não deveriam existir macieiras, porque onde há
 macieiras, há maçãs, e pode ser que alguém suba  em seus ramos para  colhê-las  e ao subir,  pode  se descuidar e cair  lá de cima  fraturando gravemente a coluna. Paraplégica, é de se esperar que essa pessoa seja infeliz por toda a vida...

Não deveria haver crianças com mentalidade infantil. Todo mundo já nasceria com a responsabilidade de um adulto ao invés de ser como as crianças qu,e sem noção do perigo, atravessam a rua sem olhar para os lados e são atropeladas e mortas.  Ah, quanto sofrimento para seus pais! Com uma tragédia dessas é provável que a alegria jamais volte a reinar nesses lares ...

Não deveria existir vatapá, pois se o vatapá é esquecido ao sol e algum desavisado dele come,  certamente terá fortes dores de barriga seguidas de vômitos e diarréia terrível, sinais claros de intoxicação alimentar aguda que poderá levá-lo inclusive à morte. Que fim terrível e quanta dor para os  familiares de quem comeu o vatapá estragado...

Não deveriam existir bicicletas! E nem pedras. 
É possível que ao voltar de bicicleta do trabalho para casa um pai de família se desequilibre e caia  batendo   a cabeça numa pedra. Em coma por vários dias devido ao traumatismo craniano, dias de angústia para a família, oa fim dos quais o ciclista morre deixando viúva e filhos desamparados. Que tristeza, que injustiça... Era um homem tão bom...

A boa notícia é que toda tristeza,  dor e angústia podem ser passageiras! Tudo depende de como se encaram  os sofrimentos que fazem  parte do "pacote" chamado vida.

Não pude deixar de refletir sobre essas coisas depois de contar a uma pessoa que não crê em Deus sobre como vivem inúmeras crianças  em aldeias paupérrimas de Moçambique, muitas delas  abandonadas por suas mães adolescentes. Contei  sobre as menininhas e menininhos  que são continuamente  abusados sexualmente por  meninos mais velhos e homens adultos e sobre as criancinhas que morrem de fome ao perambularem  sozinhas por caminhos solitários no meio da selva quando, de repente, o incrédulo me interrompeu  dizendo: 
-  Então é assim? O  Deus em  que você crê  permite que isso aconteça com aquelas crianças?
E acrescentou com ironia: - E você ainda agradece pela comida que tem...

Aquela pessoa considera que se há sofrimento no mundo, então Deus é mau ou, Deus não existe.

Segundo esse raciocínio, a conclusão óbvia seria  que para ela não apenas as  maçãs, as crianças, os vatapás e as bicicletas  não devessem existir, mas também nem sequer os próprios incrédulos! já que há certos sofrimentos  que só acontecem porque há pessoas que à semelhança daquelas das  aldeias moçambicanas,  causam sofrimento à outros justamente porque não amam a Deus. Se O conhecessem  e O amassem, se experimentasse de Seu amor, a  história  daquelas crianças não seria a mesma!

Aquele incrédulo questionou a bondade de Deus por conta do sofrimento que há no mundo, apenas porque entre outras verdades, ele ignora "que a bondade de Deus é algo muito mais profundo do que sofrimento e prazer - ela inclui as duas coisa." (Brennan Manning em "Confiança Cega); porque ignora que onde entra Deus saem a maldade, a injustiça, o egoísmo e em seu lugar entram a bondade, a justiça e o amor ao próximo. e também porque ignora que  pessoas que vivem e confiam em Deus  passam com serenidade  por todo e qualquer sofrimento aceitando-o como algo inerente à própria vida - assim como aceitam as macieiras, a infância, as comidas que estragam, as bicicletas e as pedras no caminho. Os que creem e confiam em Deus recebem  Dele o consolo, a força e a esperança necessárias para vencer as situações difíceis ao invés de se revoltarem contra Deus por causa delas.

O apóstolo Paulo disse exatamente o mesmo, mas  com outras palavras: 
Disse ele:  "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fatura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade" Fl 4.12 

Deus jamais se comprometeu  a nos livrar de todo e qualquer sofrimento, mas sim a estar ao nosso lado no sofrimento“De maneira nenhuma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”(Hebreus 13.5)

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