quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O PROFESSOR E A PORTA


Quando eu era adolescente estudava em um colégio de freiras em São Paulo, e lá tínhamos  um professor de português baixinho que só vendo, de bigodinhos esticados, gravata borboleta e cabelos alisados com brilhantina. Seu nome ajudava a compor a figura do personagem: Expedito!






As aulas do Professor Expedito eram sempre muito chatas, não só por causa das tantas regras de acentuação, dos complicados tempos verbais ou das análises sintáticas, mas pela chatice mesmo da pessoa.

Coitadinho!Um dia, percebendo que as maçanetas da porta da nossa sala de aula estavam soltas (o preguinho que as prendia havia se soltado), dei uma ideia fantástica para boicotarmos sua aula - ideia que minhas colegas, as que formavam comigo a "turma do "fundão",   logo toparam, e assim que a professora que  antecedia a aula de português saiu da sala, retiramos as maçanetas e as escondemos dentro do cesto de papéis.  Sem maçanetas na porta,  obviamente  o professor não teve como entrar e, pelo visor da porta o  víamos   seu topete e seus olhinhos toda vez que dava pulinhos aflitos para tentar  a cada salto  pedir através de gestos que  abríssemos a porta. Como eu era uma das mais altas coube a mim explicar por gestos e com  ares de preocupação fingida que não sabíamos onde estavam as tais maçanetas, até que um servente da escola  foi chamado e  finalmente a porta foi aberta!

A freira Coordenadora foi convocada pelo professor e  indignada com o ocorrido,  quis saber como era possível que as  maçanetas tivessem  desaparecido  sendo que nós, as alunas, havíamos conseguido entrar. Ops! Estava aí algo em que eu não havia pensado... E como em toda sala de aula existem sempre  os dedo-duros de plantão, alguma das alunas "certinhas"  entregou a autora da façanha:
 -  Foi a Isabel!

Pronto!  Lá fui eu acompanhar a Coordenadora até a Diretoria, onde passei sentada o resto daquela manhã até que  antes de ir embora, me entregaram uma Carta de Suspensão de 3 dias! (após é claro, 2 Cartas de Advertências por peraltices anteriores).

Moral da história 1: Não devemos perturbar o bom andamento das aulas.

Moral da história 2: Toda má conduta como por exemplo, perturbar o bom andamento das aulas,  trás consequências negativas.

Moral da história 3: Perturbar o bom andamento das aulas nos proporcionará   divertidas recordações, que nos farão rir todas as  vezes que delas nos lembrarmos, mesmo depois de décadas!

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