quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Políticos evangélicos: contras-e-contras

Já que as eleições vem por aí...


A princípio, não sou contra votarmos em evangélicos, mas sou contra votarmos em evangélicos que, ou não conhecemos pessoalmente, como por exemplo os evangélicos de TV em época de eleições,  ou  sobre aqueles cujos frutos de vida não conhecemos. Antes de votarmos apenas porque são evangélicos é bom sabermos as respostas para algumas questões, e quanto mais soubermos e aprovarmos sua vida pessoal menos risco corremos de votar em pessoas que irão envergonhar o nome de Cristo.


 Saber coisas como estas nos ajuda a fazermos uma análise do candidato: Como vai seu casamento? Que caminhos estão trilhando seus filhos? Como é seu relacionamento com os vizinhos? Como é sua vida profissional? Serve em algum ministérios na igreja em que congrega? (E caso não sirva em ministério algum, eu já riscaria seu nome de cara, por razões óbvias).  Aliás, dentro do possível, precisamos ter o mesmo cuidado ao escolher quaisquer candidatos, sejam  eles de que religião forem, ou mesmo se não forem de nenhuma,  pela simples razão de que se a pessoa não sabe cuidar nem de sua própria casa (vida) é impossível que cuide bem dos interesses de outros.

Evangélico por evangélico a meu ver,  não significa absolutamente nada, pois esse é apenas um nome que se dá às pessoas que frequentam uma igreja evangélica, o que não é endosso de caráter e tampouco garantia de compromisso sério com a Palavra. Votar em evangélico pode até ser um "tiro no pé" do cristianismo, como bem temos visto ultimamente. Por isso prefiro  votar em qualquer outro candidato conscientemente do que em evangélico desconhecido ou sem uma referência de alguém em quem confio plenamente.

Se no caso de candidatos evangélicos tenho lá meus cuidados, o mesmo não acontece no caso de pastores candidatos. Sou terminantemente contra votar em pastores  de qualquer denominação,   e também em padres católicos, para qualquer cargo público.  Sabe por que? Porque creio que se um dia tais pessoas  "ouviram  o chamado" de Deus para servirem em  Seu Reino, como poderiam agora receber outro chamado para servirem ao Governo? Com todo respeito aos pastores que já se candidataram a algum cargo público, mas penso que ao pastor  que deixa o pastoreio para candidatar-se, ocorre das duas, uma das seguintes situações: ou  se confundiu quanto ao chamado que ouviu de Deus - o que é o mesmo que dizer que não possuía na ocasião a suficiente intimidade com Deus a ponto de discernir Sua "voz", ou então se tornou pastor de má fé, de olho na "carreira pastoral", o que infelizmente ocorre, já que bem  sabemos os rumos que tem tomado certos pastores midiáticos e outros tantos desconhecidos.  Apenas cuidemos para não generalizarmos, pois os casos que vem à tona na mídia são minoria se comparados aos milhares de pastores fielmente comprometidos com Deus, que bem por isso  mesmo não são destaque nos noticiários (já ouviu notícia boa dar "ibope"?).

Bem, voltando ao assunto desta postagem, digo que a meu ver pastor que é pastor, faria melhor se  cuidasse  do seu rebanho e caso não tenha um,  precisaria  formá-lo indo atrás das ovelhas perdidas ou desgarradas! Entendo que há muitos homens de Deus cujos corações queimam ao ver as mazelas da sociedade, mas como pastores penso que  são eles tem que cumprir a  missão de influenciar o mundo para Cristo,  que é a maneira cristã de contribuir para um mundo melhor e mais justo. 

Não condeno, pois quem sou eu para condenar? pastores que tenham sido candidatos ou que já tenham sido eleitos para algum cargo público, porém não posso deixar de pensar que todo pastor tem em primeiro lugar um compromisso com Deus de usar a Seu favor o dom que Dele recebeu.

Termino lembrando um fato que ocorreu com o famoso evangelista norte-americano,  Billy Graham ao receber um convite para concorrer à presidência dos Estados Unidos. Ele recusou ese convite dizendo: "Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por cargo tão insignificante?"


 "e deu  (Deus) dons aos homens...ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores...Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério para edificação do corpo de Cristo;" 
Efésios 4.8-12 



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