segunda-feira, 1 de julho de 2013

REDESENHANDO O MUNDO


O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA JUNTOU-SE AOS ATIVISTAS GAYS PARA REDESENHAR O MUNDO






Pergunta: SERÁ QUE O CFP topa que crianças adotadas tardiamente por gays sejam atendidas por psicólogos, ao contrário do que determinou para os adultos gays?
Resposta: Pela lógica...NÃO.
Explico: Adoção Tardia é a adoção de crianças maiores de 3 anos de idade e que justamente por essa razão muitas trazem consigo marcas tristes de um passado triste, como dor decorrente de perdas, abandono, violência física e/ou psicológica, abuso sexual, etc.

A fase de adaptação à nova família é demorada e às vezes se estende por longos anos, anos que exigem sabedoria, paciência e amor.

Creio que todos concordam em que muitos casos de adaptação, talvez a maioria, seriam facilitados se a criança recebesse um atendimento psicológico que a ajudasse não apenas a superar os traumas de sua história mas também a construir um vínculo sadio de afeto e confiança com seus novos pais e possíveis irmãos. O atendimento psicoterápico certamente contribui com sua adaptação a um novo contexto social, onde ela aprende diferentes hábitos e costumes, novas formas de se relacionar em família e em sociedade, etc.

Porém, no caso de ser ela adotada por um casal homossexual, essa fase de adaptação não seria ainda mais dificultada, já que o modelo de família que talvez a criança tenha recebido seja um modelo heterossexual? Como seria, nesse caso, sua adaptação ao modelo homossexual?

De acordo com a Resolução 001/99  o Conselho Federal de Psicologia proíbe psicólogos de atenderem homossexuais em conflito com sua opção sexual, pois acredita o Conselho que essas pessoas só possuem conflitos devido ao preconceito existente (como se o conflito individual pudesse desaparecer sozinho por causa de uma "canetada politicamente correta")!

Mas enfim, o CFP proíbe os psicólogos de tratarem essas pessoas que desejam resolver suas angústias - que não deveriam existir segundo eles! - mas que existem, certo? Alías, esse atendimento  é o maldosamente apelidado pela mídia ativista da causa de "Cura Gay. Bem, de acordo com a tal Resolução, os adutos gays não podem ser atendidos por psicólogos em suas angústias, mas quem é que garante que conflitos a respeito não vão surgir nos coraçõezinhos de seus filhos adotivos? Será que o Conselho proibiria também os psicólogos de atenderem as crianças que apresentassem um desconforto, uma angústia, proveniente de conflitos entre os distintos modelos familiares?

Creio eu que pela lógica do CFP essas crianças deverão mesmo é conviver com suas angústias até que elas desapareçam... sozinhas! Caso contrário estariam reforçando o preconceito já existente na maioria da sociedade.

Mas, digamos que uma luz de racionalidade atingisse os membros do CFP  e abrissem uma exceção em se tratando de crianças adotadas tardiamente. Qual seria então o papel dos psicólogos? Deveriam eles ajudar a criança a aceitar com naturalidade a homossexualidade dos pais/mães? Isso não seria forçar a barra? Não seria uma afronta ao direito da criança de decidir sobre o que deve sentir a respeito desse assunto?

Imaginemos um garoto adotado por dois homens aos 6 anos, cuja formação pré-adoção entre famílias heterossexuais lhe diz que há algo estranho naqueles dois homens que se deitam juntos e fazem sexo anal pois ele mesmo foi violentado sexualmente pelo padrasto. Ele teria que ser tratado para começar a achar normal aquilo que o fez sofrer?

Ou então uma menina de 5 anos cuja mãe abusava dela sexualmente (conheço um caso verídico onde isso ocorria, e ainda mais, a mãe a emprestava para ser abusada pelo amante!). Os psicólogos  que os atenderiam  deveriam permanecer neutros? Ou deveriam tratar seus traumas até que se decidam a aceitar seus pais gays? E se isso não acontecer, seriam elas devolvidas ao abrigo de onde vieram por "incompatibilidade"? Poderiam  os psicólogos serem processados pelos pais adotivos por terem  induzido a criança contra sua opção sexual? Ou por haverem  contribuído para que a criança tivesse mais clareza a respeito de seu sentimento pré-existente de que seus pais não condizem com o que ela tinha em mente a respeito da família com a qual sonhava?

Vejam vocês os desdobramentos que pode vir a ter a tal Resolução anti-democrática, inconstitucional e desumana do Conselho Federal de Psicologia.

Coisas de minha cabeça? Coisas de meu "moralismo cristão"? Não. Coisas da vida prática, tal qual ela é, e não como queremos desenhar que seja!

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