quarta-feira, 4 de julho de 2012

LIBERDADE, LIBERDADE!

Você já viu como os bebes   viram o rosto fazendo caretas ou cospem o alimento quando não querem comer?  E  quando crescem, viu como batem o pezinho  raivosamente na hora de ir para a cama ou como se jogam no chão do shopping se não ganham o brinquedo exigido? 



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À medida que  se desenvolvem,  já percebeu como continuam se rebelando contra o horário de desligar a TV  ou  contra a ordem de parar de brincar  para fazer o dever de casa? Já reparou como exigem que  o lanche seja do "Mc Donalds", que a mochila seja da marca X, que o  computador fique em seu quarto?  E aposto que já soube de alguma criança que fez birra quando teve que visitar alguém com os pais,  como uma tia doente  por exemplo. As crianças sempre lutam para fazer o elas querem!  

E os adolescentes então? Nem é bom começar  porque a lista seria enooorme! E quando se tornam jovens? Ah, os jovens que mal-e-mal saem da adolescência e já pensam que  podem tudo só porque começaram a trabalhar ou porque estão cursando uma universidade! Já ouvi muitas histórias de pais angustiados com os filhos que acham que agora que tem seu próprio  dinheiro  podem comprar o que lhes der na telha e porque são jovens tem que  fazer o que estiverem a fim e pronto! E ainda dizem aos pais que eles não mandam mais em suas vidas! É assim ou não é? 

Isso demonstra como desde sempre o ser humano lutou para ter liberdade, tanto liberdade física, como liberdade de pensamento, de expressão, de escolhas, enfim, liberdade para satisfazer todos os desejos. Mas  seria essa a verdadeira liberdade? Não, não é. Ou melhor, não, verdadeiramente, porque algumas liberdades escravizam o homem, mais do que os libertam, e liberdade que escraviza não é liberdade.
E você pergunta: 
Mas como assim, liberdade que escraviza?
Eu te respondo: 
- Ser livre para satisfazer as próprias vontades, mesmo sabendo que elas podem produzir consequências ruins a si mesmo e aos outros não é ser livre, é ser escravo.  E o escravo, como você sabe,  não faz o que quer mas faz o que o seu "senhor" manda.
- Então não vejo problema algum em ser escravo de mim mesmo, oras - você diz - faço o que quero e tudo bem!

 Ledo engano, porque é muito triste ter que obedecer aos próprios desejos inconstantes, imaturos, impulsivos e egoístas da natureza humana sem conseguir dizer NÃO a esses desejos! 

-  NÃO! Não vou fazer esta escolha porque amanhã alguém vai sofrer por causa dela.
-  NÃO! Não vou fazer dizer o que quero a essa pessoa só porque estou com raiva. Posso perder o amigo.
-  NÃO! Não vou agir assim porque  pode ser perigoso para mim e para os que me rodeiam.
- NÃO! Não vou trair meu cônjuge. Ele pode descobrir... e nossos filhos vão sofrer!
-  NÃO! Não vou aceitar esta proposta porque não é desleal, e vou prejudicar alguém. 
-  NÃO! Não vou fazer sexo agora.  Posso engravidar,  pegar uma doença, entristecer meus pais.
-  NÃO!  Não vou usar isto porque sei que faz mal à saúde. 
-  NÃO! Não vou me recusar a ajudar essa pessoa. Ela precisa de ajuda agora!
-  NÃO! Não vou furar o farol vermelho, mesmo que esteja com pressa.  Posso morrer e posso matar!

Livre mesmo é quem procura fazer sempre aquilo que é bom, que é útil, que produz coisas boas e traz bons resultados. O homem livre de verdade enxerga o dia seguinte, o amanhã e o futuro e age  aqui e agora para que esse   futuro - próximo ou distante - seja um futuro de bem, de realização, de harmonia, de saúde, de felicidade genuína - aquela felicidade que aquece a alma em todo o tempo! A verdadeira liberdade não é  egoísta, mas altruísta , porque  visa não apenas a própria vida e os próprios  interesses mas também  a vida e os interesses dos amigos, dos pais, da família, da comunidade e do mundo! Quem vive  livre assim  não faz o que lhe agrada,  mas faz o que agrada a Deus, como Ele mesmo diz em sua Palavra: 

 "...fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne*; 
sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor." 
Gl 5.13   

* CARNE  neste contexto significa: desejos que não são do espírito (da consciência, da alma)  mas sim do instinto; da natureza humana, que também é chamada de  natureza carnal.

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