quinta-feira, 31 de maio de 2012

RÉQUIEN DE MÃE





Réquien -> Música cantada durante os velórios ou para homenagear os mortos.

Esta canção (Maria Elena Walsh) tem uma melodia e uma letra tristes;
Fala de uma mãe que morreu cansada, depois de ter dedicado sua vida a cuidar da família e da
casa sem ter reconhecimento algum.

REQUIEN DE MADRE
(abaixo a tradução)

Aqui  jaz uma pobre mulher
Que morreu de cansada.
Em sua vida não pôde ter
Jamais as mãos cruzadas.

“Deste vale de pano e sabão,
Me  vou como cheguei.
Sem mais sorte que a obrigação
Sem mais pago que o esquecimento.
Aleluia! Me mudo a um lugar
Onde nada  se volta a sujar
Ninguém me pedirá o que comer
Em minha última morada.
Não terei que passar nem costurar
Como  condenada”.

Cantam anjos ao redor
Da eterna faxineira
E lhe mudam o pano-de-pratos
Por uma coroa.

Não choreis a esta pobre mulher
Porque se encaminha
A um lar onde não tem que varrer
Onde não há cozinha.

Aleluia! Esta pobre mulher
Bem aventurada,
Já não tem mais nada a fazer,
Já não faz mais nada.

Conheço esta canção há muitos anos, e ouví-la é lembrar da minha mãe.

Ela foi uma mulher linda (linda mesmo!), alegre, carinhosa e uma mãezona! Daquelas que se privam de qualquer coisa para ver um filho bem e feliz! Morreu  aos 51 anos (teve câncer de mama) e quando já não podia mais se levantar da cama,  me disse uma das coisas mais tristes que um filho poderia ouvir da própria mãe: "Sabe filha,  acho que não quero mais lutar contra esta doença... Acho que morrer é a única maneira de ficar livre."  Não fiquei magoada com ela por causa disso. Eu a entendi porque sabia de suas lutas e de sua solidão. 


Mas não, ela não estava se referindo a se ver livre de suas  responsabilidades de mãe e de dona-de-casa, como a letra desta canção sugere, ainda que, por ter seis filhos tivesse muito o que fazer!  Além do cuidado da casa, das roupas, da cozinha,  ainda cuidava do jardim, fazia roupas e  blusas de tricô para nós - e também tricô para fora - e  ainda era nossa "motorista", pois vivemos os últimos anos em uma chácara afastada do centro da cidade. Fazia tudo com amor por  sua família, e os afazeres domésticos, apesar de cansativos,  não eram um fardo para ela. 


Mas vivia longe de sua terra natal (Uruguay), longe de suas irmãs  e irmãos (eram catorze ao todo), falava mal o português (o que lhe dificultava fazer amizades), e tinha um marido durão, um homem difícil, com  uma visão distorcida daquela que Deus tem sobre o casamento e sobre a mulher.  Era isso que a fazia sofrer, era disso que queria se libertar!

Como diz a letra da música, não devo chorar por ela, porque sei que amava Jesus e procurava ser a  mulher, esposa e mãe que Deus queria que fosse. Por isso creio que hoje ela está feliz em sua "última morada", em seu "novo lar"  e sei que um dia voltarei a me encontrar com ela, porque assim como minhã mãe,  eu também creio na Vida Eterna!

"Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu filho unigênito, para que
                                 todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna". 
Jo 3.16 (NVI)

Uma dica: Se você ainda tem mãe e/ou  esposa, trate-a como Deus quer que ela seja tratada! Reconheça seu valor, respeite-a, ajude-a no que puder, lhe dê atenção, faça-lhe agrados, antes que seja tarde demais e ela fique...cansada!


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