segunda-feira, 16 de maio de 2011

PL 120 e trá-lá-lá. Será?

Atenção!   Atenção!

Do jeito que a coisa vai, pode vir por aí a "PL 120 e trá-lá-lá", que criminalizará todo aquele  que discriminar  pessoas que falam o português errado, ou seja, que não seguem a Norma Culta da língua portuguesa, seja  corrigindo-os, criticando-os, negando-lhes uma vaga em empresas ou mesmo sugerindo-lhes que se matriculem num curso de portugues.

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Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros

"Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”. O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. 

Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. 

Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
Ao defender o uso da língua popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva. E destacam em um dos trechos do livro: “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas”. E mais: segundo os autores, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta.

O livro da editora Global foi aprovado pelo MEC por meio do Programa Nacional do Livro Didático." *
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* Texto acima retirado da internet


Onde já se viu, achar que alguém pode se sentir discriminado porque não usa a forma culta da língua portuguesa?? É óbvio que sempre há aqueles ignorantes que humilham alguém por falar "errado"...mas isso é outra história!  O objetivo do ensino da língua culta não é para acabar com a maneira coloquial e popular de expressão informal, mesmo porque isso seria impossível!!  

O ensino da norma culta prepara as pessoas para se expressarem formalmente em diversas situações que exigem total compreensão por parte do ouvinte! Comunicação perfeita só se dá quando o que fala e o que houve dominam a mesma norma linguistica, certo? E essa norma TEM QUE TER UM PADRÃO, ora bolas! "Voceis tamém num acha?"

Claro que  a ironia da história  da 'PL 120 e trá-lá-lá" remete à absurda PL 122 que tem como propósito criminalizar toda  forma de expressão  contrária à atividade homossexual -  e que seus defensores e praticantes chamam de preconceito. 

Ironias à parte, espero que este assunto do livro do MEC não dê mais "pano pra manga", senão daqui a pouco teremos mesmo algum legislador - que não tem mais o que fazer -  querendo faturar visibilidade criando alguma lei contra a discriminação linguistica!!! 

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8 comentários:

Permafrost disse...

Aconselho vc a se informar melhor sobre o caso, começando pelo capítulo do livro q originou a celeuma:

http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf

Lendo isso, vc pode confirmar q o circo inventado e erguido pela imprensa não tem *NADA* a ver com o q é dito no livro —q é excelente, como a maior parte do material do MEC, e usa dois exemplos de português popular *justamente* pra auxiliar no ensino da norma culta. O máximo a q chega é responder à pergunta: "¿Posso falar assim?" A resposta é "Claro q pode." querendo dizer "Vc não vai ser preso por dizer 'nói vai'; vc pode tbm passar o resto da vida repetindo 'gugugu-gogogó' a cada 30 segundos: vc *pode*; vc pode tbm sentar num formigueiro qdo quiser, e pode fritar um ovo todo 15 de fevereiro: não há nenhuma lei contra essas coisas." Aí os imbecis da imprensa pegaram o "vc pode" e interpretaram como uma autorização do PT a *ensinar* "nói vai" como padrão.

Se vc ler o capítulo, talvez entenda q tua comparação com o caso dos homossexuais não tem nada a ver. Vc foi levada pela palhaçada da imprensa a ver semelhança entre as duas questões.

Ah, e se vc acha q tem q haver apenas UM padrão, não é "o que fala e o que houve"; é "o que ouve".

Beijos escandalosos.

Permafrost disse...

Pra se informar melhor sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=DROHTF4iaiQ

Maria Isabel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Isabel disse...

Acho que vc não atentou para minha frase que diz: "O objetivo do ensino da língua culta não é para acabar com a maneira coloquial e popular de expressão informal, mesmo porque isso seria impossível!!" Com isso afirmei que não se deve extinguir a variante popular (fala e escrita) já que ela é fato. Ninguém em sã consciência exigiria que a partir de agora todos os falantes da língua portuguesa utilizassem apenas a norma culta para se comunicar em todo e qualquer ambiente! Seria um entôjo!!

Meu comentário sobre essa questão foi com relação à frase da autora que diz que o falante pode se sentir VÍTIMA DE PRECONCEITO LINGUÍSTICO. Achei que essa expressão pode sim levantar outras formas de preconceito de um e de outro lado, criando uma nova "arena", exacerbando sentimentos de inferioridade (ou superioridade). Por isso "ironizei" fazendo referencia à PL 122. Ridícula por sinal, criando polêmica e exacerbando os preconceitos de ambos os lados. Deixava-se quieto o que estava quieto... Agora temos um "ringue" a céu aberto (na mídia, internet, ruas, praças e avenidas,etc): homossexuais x heterossexuais, onde antes havia apenas aqueles que pensam assim e aqueles que acham assado. Brinquei com a idéia de que SE a história do "preconceito linguistico" segue adiante - alimentado por jornalistas, políticos, linguistas etc. daqui a pouco teremos UMA LEI criminalizando quem não contratar Fulano porque o tal não conhece a norma culta (afinal tadinho, que culpa que ele tem se foi assim que aprendeu em casa...), ou por demitir Beltrano quando descobre que a pessoa não sabe escrever segundo a norma culta (porque afinal o Beltrano é livre para optar COMO quer falar, afinal isto é ou não é uma democracia?. Menciono também, que a norma culta deve sempre ser ensinada como regra a ser seguida, deve sempre ser o PADRÃO (o molde, a referência). Vai que alunos que estudam pelo livro do MEC comecem a achar que só porque PODE então não precisam mais se esforçar para assimilar, incorporar, apreender a norma culta! e saiam por aí falando o portugues inadequando em toda e qualquer situação (advertência que o livro inclusive ressalta). Se eu fosse a autora diria: "Não é que NÃO SE PODE falar diferente da norma culta, todos nós falamos de alguma maneira, porém é necessário, imprescindível, obrigatório, conhecê-la bem e saber empregá-la.

Maria Isabel disse...

Permafrost! Assisti o vídeo e concordo em genero, número e grau com o Professor...ops grau não admite concordância, então só concordo em gênero e número..hehehe

Permafrost disse...

O conceito de preconceito lingüístico não é novidade. Ele existe, vc tem: é a tendência a julgar a inteligência, a sensatez, a sensibilidade e a cultura de quem fala usando sua competência em seguir normas gramatical associada ao poder político. O poder político se realiza em última análise pelo poder das arma q os militar carrega pra cima e pra baixo. Então dizer q DEVE-se obrigatòriamente aprender a "norma padrão" em última análise quer dizer: sejamos covarde, vamos todos aprender a língua daqueles q pode usar armas pra me encarcerar. É disso q o livro tá falando nesse trecho, e é a pura verdade. Nada tema: nunca vai haver essa lei q vc aventou aí, já q todo mundo tem medo de ser baleado. Essa é a tragédia do Brasil: um país condenado a hipòcritamente apreagoar regras gramatical ridícula q ninguém segue.

"Quereremos que os grandes livros vermelhos russos sejam vendidos todos juntos."

Permafrost disse...

Outro linque pra vc constatar q nunca é "simples assim":

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,mesticagens-da-lingua,722281,0.htm

Permafrost disse...

Olhaí, Tiabe, pubriquei em meu brogue boa parte do q acho sobre essa celeuma toda.

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