terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ESCULTURAS SIM, MAS... ESCULTURAS DE QUEM?

 
Todos nós convivemos com algumas pessoas que não escolhemos  - sogros, cunhados, parentes, vizinhos, colegas de classe ou de trabalho, irmãos da igreja, chefes, professores -  que nem sempre são como gostaríamos que fossem.  Às vezes é até possível esquivar-se delas mudando de emprego, de casa ou sentando-nos  no fundo da sala de aula. Quando isso não é possível, o jeito é  tratar a todos com educação, respeitando os limites e o jeito de cada um.

Mas também convivemos  com pessoas que foram escolhidas por nós para fazerem parte de nossa vida como nossos amigos ou  nossos sócios.  Muitas vezes eles nos decepcionam com suas atitudes, nos deixam irritados  com seu jeito ou nos tratam sem respeito algum. Se a convivência é realmente difícil podemos decidir nos afastar   aos poucos ou mesmo colocar um fim ao relacionamento de maneira civilizada., porém quando isso não é possível o melhor a fazer é  aceitar a responsabilidade de nossa escolha, colocar em prática  a paciência e a tolerância e reagir sempre de maneira positiva às situações que nos incomodam.

Mas há uma categoria de pessoas que podem ser uma mistura das duas categorias acima:  OS FILHOS!
Na maioria das vezes escolhemos ter filhos  e outras vezes eles vem sem que tenham sido planejados, mas em ambos os casos  não nos coube escolher COMO seriam esses filhos.

Claro está que, muito da formação de sua personalidade, de sua vida espiritual, de seu caráter e de sua educação depende de como os educamos, mas há algumas áreas nas quais  eles não corresponderão  nunca às nossas expectativas!!!

E aí? O que é que fazer? Não nos livramos deles como que de um emprego, certo? Também não os "toleramos" simplesmente porque os amamos de maneira incondicional,  mesmo que eles nos exasperem com seu jeito de ser.

A outra alternativa seria brigarmos com eles pela vida afora a fim de que sejam como nós queremos que sejam em todas as áreas de suas vidas. Mas, será que devemos?
Pais e mães muitas vezes tratam seus filhos com desprezo quando se sentem irritados com seu jeito de ser  e  reprovam o filho humilhando-os com palavras e gestos inclusive na frente de amigos e parentes!

Mas quais atitudes dos filhos levam os pais a se sentirem frustrados?
Vejamos alguns exemplos:

Pode ser que o filho não seja o que os pais esperam se...

...SE não é muito inteligente, se não é extrovertido,  se não se   veste com estilo, se não leva jeito com os estudos, se não gosta de salada ou se não é bom no esporte preferido do pai. SE é extremamente tímido ou muito extrovertido, se é distraído ou meticuloso demais, se  não é afetuoso ou é exageradamente "grudendo", se a simpatia não é o seu forte. se suas brincadeiras preferidas são as tranquilas ao invés de  "lutinhas", se é muito quieto ou se é tagarela demais. E sabe-se lá quantas coisas mais que,  frustrando a expectativa dos pais,  são  motivo para ofensas, humilhações e até agressões físicas!

Nós, pais e mães, precisamos de sabedoria para saber a diferença entre aquilo  que ainda pode ser corrigido e aperfeiçoado em nossos filhos e aquilo que é característica de suas personalidades! Precisamos ser condescendentes, maleáveis e tolerantes com essas características não importa o quanto elas nos incomodem. A exceção deve    ocorrer apenas para  falhas de caráter ou comportamentos que coloquem em risco   a integridade física  deles ou de outros. Nesse caso, é preciso entrar em ação, com firmeza sim, mas sempre com respeito!

Sejamos sábios e admitamos que nossos filhos não precisam caber no nosso molde. Eles precisam caber é no molde de Deus! ELE  é o escultor! Ele fez cada um de nossos filhos de maneira  especial, exclusiva, diferente de todos e  inclusive diferente de nós, seus pais!


"O princípio da sabedoria é: adquire a sabedoria;
sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento."
Provérbios 4.7

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