quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Filho diz cada coisa!



Brabezinha de criança

Quando meu filho Pedro tinha quase 3 anos era amiguinho de uma  menininha um pouco mais velha que ele, que morava em frente da nossa casa em Blumenau. Como a rua era beeem tranquila, (uma rua sem saída) e a menininha ia e vinha sozinha de lá pra cá para brincar com ele.

Uma tarde escutei o Pedro agarrado à grade do nosso portão, xingando a tal garotinha que já tinha voltado para sua casa e de lá ficava olhando feio pra ele e resmungando. Parei o que estava fazendo e fiquei prestando atenção na "brabezinha" dos dois, quando de repente o Pedro gritou para ela:

- Vai CAGAR  no mato!!!

Levei um susto! Um toquinho daquele tamanho falando essa grosseria para aquela alemãzinha toda delicada! Me aproximei e disse bem severa:

-Pedro, você não pode dizer essas coisas! Onde é que já se viu? Que feio, xingar a menininha desse jeito, não diga mais isso, ouviu?

E lá de sua pequena estaturinha  o Pedro me olha e diz calmamente:

- Ahh, tá bom mamãe, mas...e... "CAGAR no matinho", ....esse pode?

...Fica difícil não rir nessas horas...


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

 Não ouviu o que eu disse?

Quando minha filha Luiza era bem pequena  não conseguia dizer camarão. Sempre dizia "caramão". Eu não a corrigia porque sabia que aquilo não duraria par sempre. Achava até bonitinho ela dizer "caramão".

No verão em que ela completaria 2 anos fomos de férias para  Santos/SP  e como  em toda praia que se preze sempre há sempre  alguém que passa vendendo espetinhos de camarão, um dia comprei  alguns.  No dia seguinte, a caminho do mar,  passou por nós o mesmo vendedor de espetos. A Luiza parou, me puxou pela mão  e  disse com a voz toda animada, olhando em meus olhos:

- MAMÃE!!! EU JÁ SEI FALAR CAMARÃO!!! (e disse a palavra direitinho, toda orgulhosa de si mesma). Eu fingi que ela não havia dito a palavra corretamente e dei  a maior importância para sua nova conquista linguística, encorajando-a  a dizer a tal palavra:

-Ah, é mesmo Luiza? Então você já consegue dizer "ca-ma-rão"? Então fala, eu quero ouvir!

E ela toooda prosa, ergueu os ombrinhos, arregalou os olhos como que dizendo - É muito fácil! e disse bem alto,  exatamente como havia acabado de dizer há pouco:

- CA-MA-RÃO!!

KKKKK





  - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Inventando uma palavra

Um dia, quando o  Pedro tinha  uns 8 meses  estava sentadinho em seu carrinho incomodado com alguma coisa  e por isso chorava, resmungava, parava, resmungava mais um pouco, parava e depois chorava outro tantinho, enquanto eu estava ocupada com alguma coisa na sala.  De repente, a Luiza (2 anos e meio), que estava no quarto com ele, aparece na sala,  e com as mãozinhas na cintura e um  ar preocupado me diz:

- Mamãe, porque é que o Pedro só fica "chorandomingando" ?

- Ãh?????

Nova palavra para o Aurélio: Chorandomingar = chorar + choramingar!!!!!!!!!!!

-----------------------------------------


Concurso de Miss Mãe

Eu havia engordado demais na gravidez do Pedro. Já era o terceiro filho e a cada gravidez os quilos demoravam  cada vez mais para serem eliminados. Bem, na verdade, acho que nunca foram eliminados totalmente...hehe...

Uma tarde, eu estava  na sala  assistindo TV com as crianças por perto e no intervalo comercial surgiu um anúncio do jornal O Estadão no qual apareciam misses respondendo às perguntas do entrevistador. Sabe né,  aquelas moças lindonas, altas e magras em seus elegantes maiôs!

 O Daniel, meu filho mais velho, com uns 4 anos na época, logo observou o contraste que as moças faziam com a mamãe gorducha sentada no sofá. Deixou seus brinquedinhos no tapete,se plantou bem na minha frente e apontando para a TV perguntou:

- Mamãe, porque você não é como essas  moças???

- Hummpffffff............
Na semana seguinte fiz minha inscrição no Vigilantes do Peso!! 

----------------------------

Que cor é essa?

Nas caixas de lápis de cor sempre há um lápis meio inútil que, indevidamente tem o nome de cor-de-pele, certo?.  

O Daniel ainda não tinha  3 anos. Nesse tempo morávamos em um prédio em S.Paulo. Todas as tardes eu descia com ele (e com os outros irmãozinhos à medida que iam nascendo...) para que brincasse no playground.  Lá iam também outras mamães com seus filhos de todos os tamanhinhos e também iam algumas crianças acompanhadas de suas babás. Uma tarde  a Marianinha apareceu no playground com sua nova babá, uma moça beeem negra, que sentou-se ao meu lado para conversar comigo enquanto as crianças brincavam. De repente o  Daniel parou de brincar e aproximou de nós . Pensativo, ele passou seus dedinhos  no braço da moça e me perguntou: 

- Mamãe, porque é que a pele dela não tem ...cor-de-pele?

OOPS!!! Tive que ser rápida:

- Bem filho - disse eu tentando sair daquela "saia justa" - é que esse  é o nome que deram para a cor clarinha do lápis clarinho, só que na caixa  também há um lindo lápis de cor marrom, que é a cor da pele dela!

-Ahhh...tá... disse ele como que compreendendo - e  voltou correndo para junto dos seus amiguinhos.

Vixxx... Que sufoco!!









Nenhum comentário:

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DISTO:

Related Posts with Thumbnails