segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

É assim que é para ser...

Conversando com a mãe de uma jovem amiga dos nossos filhos, a respeito de como eles gostam de sair juntos todas as semanas, ela me disse:
- Acho que minha filha não gosta mais de mim...só pensa em estar com os amigos, em sair com o grupo...


__________________________________________
Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros


É ... eu bem sei como é difícil para nós, mães, aceitarmos  em amor o desgarramento dos nossos filhos. Eu também sinto que a cada dia eles vão se distanciando de mim fisicamente, vão compartilhando menos suas coisinhas, vão desejando menos meus abraços de ursa, meus cafunés, meus carinhos nas costas, minha conversa, e até mesmo  minha companhia. Vejo que  outra forma de relacionamento vem ocupando cada vez mais  lugar em suas vidas: O grupo de amigos.

E o grupo ocupará mais e mais espaço em seus corações quanto mais  houver, entre eles,  um sentimento verdadeiro de afeto, de respeito, de valorização uns dos outros, de aceitação mútua, de interesses em comum. E isso é saudável! Muito saudável!

O que nos  resta  é observá-los à distância, ouvir suas conversas desde o quarto, esperar que cheguem em casa depois da pizzaria, dormir ao som das  risadas, deles e dos amigos  noite adentro, ouvi-los quando me contam como foi o passeio, quem  estava com eles  e ficar imaginando como se divertiram!

Mas isso não é motivo para nos preocuparmos e nem de  ficarmos tristes por não levá-los mais aos passeios, e nem estar com eles a todo momento.  Não! O amor de nossos filhos nunca deixará de ser o amor de nossos filhos se enquanto os tivemos  por perto  soubemos manter seus "tanques emocionais"  abastecidos de amor, de palavras positivas, de firmeza nos momentos necessários, de conselhos sábios, de reconhecimento de suas qualidades, de incentivo em seus momentos decisivos, de apoio em suas horas difíceis, e de sacrifícios além das nossas forças para fazermos deles pessoas de caráter, íntegras e  felizes!

Não deixaremos de ter o amor de nossos filhos  se durante sua infância e adolescência soubemos repreendê-los com justiça quando foi necessária uma repreensão; se ousamos vê-los enfrentar suas lutas, ao invés de ir sempre adiante "limpando os trilhos" para que  passem pela vida sem nenhum tipo de problemas; se soubemos discipliná-los na hora certa; se os deixamos "sem a  sobremesa" por um motivo válido; se olhamos em seus olhos com firmeza - e amor - todas as vezes que uma conversa séria sobre aquele assunto foi necessária; se oramos por eles todos os dias pedindo a Deus sabedoria para criá-los  e se os conduzimos com perseverança e confiança nos Caminhos do Senhor. 

Não, mãezinha, tua filha não deixará de te amar jamais, e muito menos se você fez o que Deus esperava que fizesse. O amor de um filho jamais diminui, apenas se manifesa de formas diferentes durante os  ciclos da vida.  Mas uma coisa é certa: você terá que aprender a "sair de cena" (gosto dessa expressão) e deixar que outros atuem no palco da vida de tua filha. Pois é assim que é para ser"! 

A qualquer momento nossos filhos encontrarão sua outra "metade da laranja" e a fase dos amigos também vai mudar  (tudo muda, lembra-se disso?) e o grupo  também terá que aprender a ver seus  amigos distanciando-se dia a dia.

É assim que é para ser! Virá o momento em que todos também formarão uma nova família e terão seus filhinhos. Filhinhos que um dia, igualmente, irão crescer  e...bem...o resto você já sabe...

... É assim que é para ser!

Leia também: O andar da carruagem



Nenhum comentário:

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DISTO:

Related Posts with Thumbnails