quarta-feira, 18 de agosto de 2010

JOVEM RICO ENTREGA TODA SUA FORTUNA









Quer conhecer um herói? 
Então leia esta biografia de Charles Thomas Studd

Um rico jovem inglês, de uma família de fazendeiros, cujo pai também foi convertido a Jesus Cristo, Charles T. Studd foi um dos maiores desportistas do século 19.    
Milionário, ele herdou da família a importância de 29 mil libras esterlinas (uma fortuna naquela época), mas não quis usá-la temendo que o dinheiro pudesse atrapalhar seus nobres ideais.
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Determinado a investir na obra de Deus, enviou cinco mil libras esterlinas para o missionário James Hudson Taylor, que se tomou uma lenda ao ser o primeiro a levar a Palavra ao interior da China; outras cinco mil libras para um pastor, William Booth, fundador do Exército da Salvação; cinco mil para Dwight L. Moody, para que este iniciasse o estabelecimento do Instituto Bíblico Moody.

Studd doou ainda outras importâncias, sobrando-lhe apenas 3.400 libras, as quais ele, no dia do seu casamento, deu à esposa. Esta também doou o presente. Ele afirmou  que agora eles poderiam dizer que "não possuímos nem prata nem ouro", referindo-se ao texto de Atos 3.6.

Loucura? Não. Charles Thomas Studd tinha a certeza de que o Senhor era o dono de todas as coisas. Essa demonstração de entrega total foi apenas o começo. Todavia, foi o suficiente para que o Senhor desse a Charles um novo rumo. A mensagem deixada por Studd foi simples:

Enquanto a maioria investe em bens materiais, outros investem no Reino de Deus.

Charles Studd e seus dois irmãos, Kynaston e George, estudavam longe de casa. Curiosamente, os três converteram-se a Cristo em um culto doméstico, e terminaram apaixonados pelo Evangelho.



 Os três irmãos eram campeões de críquete, um dos esportes mais tradicionais da Inglaterra. As habilidades excepcionais mostradas por Charles Studd naquele esporte fizeram com que ele ganhasse um lugar na seleção inglesa, em 1882. A equipe inglesa estava desacreditada por haver perdido uma partida para a Austrália e sob sua  liderança os ingleses recuperaramo troféu.








  Dois anos após a conquista do campeonato, no entanto, com a doença e morte do irmão George, Charles Studd sentiu-se confrontado pela seguinte pergunta:

De que adiantam toda a fama e valor de lisonja quando um homem tem de enfrentar a eternidade?

< Partida de criquete.


Declarou na ocasião: 

O críquete não vai durar; a honra também não, bem como nada neste mundo. Mas tenho que viver para o mundo que há de vir.

A partir de então, Charles começou a testemunhar de Jesus aos amigos e jogadores da mesma equipe. Sua intenção era captar recursos para o ministério de seu irmão, Kynaston, que havia fundado uma organização missionária entre estudantes.

Até aquele momento, Studd testemunhara entre os próprios sócios e amigos. Contudo, depois de ouvir, na China, uma pregação na qual um missionário falara da necessidade de os servos de Deus agirem como pescadores de almas, tudo mudou. Ele sentiu que Deus o estava chamando. Embora seus amigos e parentes tentassem dissuadi-lo, Charles começou a considerar a pregação que ouvira e marcou uma reunião com o Pr. James Hudson Taylor, o diretor da missão no interior da China.

Rumo à China - A decisão de Studd foi seguida por mais seis amigos. Ao mesmo tempo em que o grupo se preparava, uma onda de conversões ocorria entre os estudantes das maiores Universidades da Grã-Bretanha, graças à missão fundada por Kynaston, anos antes. Alunos de Edimburgo, Londres, Oxford e Cambridge entregavam-se ao Senhor como jamais ocorrera antes. Eles se transformariam, anos depois, nos missionários que difundiriam a Palavra de Deus pelo mundo.

Na China Charles Studd passou dez anos. Quando retomou à Inglaterra,  foi convidado a visitar a América, onde Kynaston havia organizado um movimento evangelístico entre os estudantes locais. Lá testemunhou o derramar de bênçãos poderosas em muitas faculdades e igrejas. Aquilo mexeu tanto com Studd, que ele iniciaria uma seqüência de viagens missionárias impressionante.

Pastoreou um igreja no Sul da Índia, onde  diversos funcionários britânicos da região se converteram a Cristo. Depois de um rápido retomo à Inglaterra,  partiu, em 1910, para o Sudão, na África. Studd ficara impressionado com o fato de a Palavra ser quase totalmente desconhecida na África Central, e lá fundou uma missão, a Heart of Africa Mission (Missão Coração da África).

E estabeleceu quatro missões em uma área habitada por oito tribos diferentes, no Congo Belga. A partir dali, Charles começaria a viajar sozinho pois sua esposa havia ficado doente. Entretanto, o trabalho  do Senhor Jesus e o chamado da família não mudaram. De sua casa, na Inglaterra, a esposa e as quatro filhas do casal coordenavam o ministério de Studd. Sua esposa era a responsável por missões em diversos países da África, do Oriente Médio e da China.

Ela fez uma última visita ao Congo em 1928, reviu o marido e faleceu pouco tempo depois. Em 1931, aos 70 anos, Charles Thomas Studd morreu, entretanto, até os seus últimos dias, ele pregou a salvação pela fé em Jesus Cristo, no campo missionário, em Málaga, na África. Foi, de fato, um gigante.  
Charles Thomas Studd
                            Um herói da fé.

 Este texto foi resumido do site: DEMER 
 por Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros

Autor do texto: Marcelo Dutra

* (Até 1971, este país tinha o nome de Congo Belga. Depois, Mobuto Sese Seko o batizou com o nome de Zaire. Em 1997, passou a se chamar República Democrática do Congo)




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