terça-feira, 22 de junho de 2010

LYA LUFT e o exercício para filhos de pais separados

A revista veja de 23 de junhoVeja há um artigo de Lya Luft entitulado "Separação, o drama de todos".  

Nele a autora afirma  que há uma parte do cuidado na relação entre pais e filhos, na qual cabe aos filhos já na pré-adolescencia que enfretam a separação de seus pais, exercitar o amor e respeito, tentando entender o drama dos  seus pais.  
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Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros

Já não bastasse o sofrimento sem medida a que são submetidos os filhos nesse momento, a autora joga sobre eles parte da responsabilidade de sua própria formação.  Ela não está se referindo a filhos jovens, acima dos 20 anos não,  mas a pré-adolescentes! (Considera-se que a pré-adolescencia  seja a faixa etária dos 9 aos 13anos, aproximadamente). Eles brincam de barbies e de super-heróis nessa fase, choram por um brinquedo quebrado e correm para a cama dos pais quando tem pesadelos, Dona Lya!

Sem negar a desagregação, infelicidade e solidão provocadas por essa tragédia familiar ela se refere  aos filhos que relutam em aceitá-la  como "pequenos príncipes mimados e birrentos, que batem pé diante do sofrimento alheio e não se importam com os outros". Querendo ver um  "lado bom" na separação de um casal, a autora do artigo diz que ela - a separação - propicia aos filhos  um “exercício de novos afetos, compreensão e tolerância".

 Ora, ora. Poucas vezes li um ponto de vista  mais ingênuo  a respeito do sofrimento dos filhos diante do desmoronamento do SEU LAR!  Ela  propõe que os filhos pratiquem  exatamente aquilo  que faltou aos seus próprios pais: afeto, compreensão e tolerância! Não fosse assim, não estariam se separando, não é mesmo? Como poderiam esses "pré-adolescentes"  exercitar valores que não lhes  foram ensinado através do exemplo no  contexto do lar? Lar, que de longe é o melhor lugar para aprender   na prática esses mesmos valores, porque é o laboratório no qual  se forma a base da personalidade e  do caráter que os filhos levarão vida afora. 

Crianças que vivenciaram o desamor, a dureza de corações que não pedem perdão e não perdoam, o egoísmo de pais que só pensam na própria felicidade e lutam entre si pela satisfação de seus desejos egoístas, que não cedem, que se agridem verbal e/ou fisicamente,  jamais poderiam deixar de fazer birra e bater o pé ao terem de se separar de um dos pais e talvez até de irmãos e do cachorro;  a  terem  que engolir um novo pai;  uma nova mãe e quem sabe até  "novos irmãozinhos"  que talvez venham junto com a mudança para a nova casa, o novo bairro e a nova escola!

                Dá licença, Dona Lya, 
            com todo respeito,  
            mas não é por aí!






É essa visão moderna a  de que - de alguma forma sempre haverá  ganhos para todos os envolvidos em uma separação - a desculpa perfeita para aqueles  que não querem honrar a palavra empenhada de “amar (o outro) até que a morte os separe”  preferindo “amar a si mesmos até que o outro não agüente mais”!

Separação propicia exercício para os filhos sim! Mas só se for exercício de dor, sofrimento, depressão, angústia, frustração e no final... exercício de resignação. 

Separação jamais traz  benefícios reais  a quem quer que seja!

"Para os que já são casados, tenho um mandamento, não meu, mas do Senhor:
que a mulher casada não se separe do marido."
(1a. Cor 7.10a)
" E que o marido não se divorcie da sua mulher".
(1a. Cor.7.10c)


2 comentários:

Anônimo disse...

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Maria Isabel disse...

Dear reader,
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Regards,
Isabel

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