segunda-feira, 15 de março de 2010

Aprendendo Inteligência


Desde que terminei a leitura do livro "Aprendendo Inteligência" estou empenhada em convencer  meus filhos a desenvolverem  ainda mais a inteligência que  possuem.  Como são quatro, obviamente cada um recebeu as dicas e sugestões do autor a seu próprio modo.  Uma das filhas tratou logo de colocá-las em prática  com o maior entusiasmo! Os demais, sem aquele entusiasmo todo, estão praticando as dicas também, convencidos pelos argumentos e explicações que vão sendo introduzindo aos poucos (prá não  
                                                estressar a galera!).
_______________________________________________________   Maria Isabel Sáenz de Zumarán Medeiros


A  princípio pensei em juntar os quatro filhos  e fazer um discurso só, expondo os pontos positivos, sugerindo mudanças de hábitos, etc. Cheguei  até a montar um início de apresentação doméstica no Power Point, mas desisti: palestra de mãe não deve ser mesmo muito eficaz. Imagine só a cena:

-Para de cutucar o seu irmão, fulano! Não tá vendo que assim ele se distrai! ou
-Ah, tá bom! Você foi sentir fome beeem agora!
- Espera um pouco, já estou quase terminando!

Ou então os filhos poderiam dizer, cada um a seu tempo ou vários de uma vez,  coisas como:

-Mãe, você errou alí ó: escreveu cerebelo com dois dois cs!
ou um:
- Vai logo mãe! Tô perdendo o jogo do Palmeiras! (bem, eu não seria tão tola a ponto de fazer a palestra justametne na hora do jogo!).
Também poderia ouvir:
- Péra um pouquinho só, mãe! Segura aí, que tão me chamando no  MSN! Olha, tá piscando o laranja!

Mudei a estratégia. Resolvi inserir os comentários, mudanças de hábito e explicações científicas aos poucos , de acordo com as oportunidades e as características de cada filho:  "Piano, piano, si va lontano". (devagar  se chega longe)!  Hoje cedo, por exemplo, ao levá-los prá escola, fiz mais uma investida, como segue:

Como durante os intervalos na escola (são 2 intervalos de 10 minutos) os alunos podem ficar dentro das salas de aula, logo pensei em perguntar-lhes se nesse tempo eles permaneciam sentados na sala ou se iam dar uma volta. Todos disseram que às vezes ficam na sala e às vezes não. Sugeri que procurassem dar uma voltinha nesse período, tomar água, ir ao banheiro, dar uma caminhada com algum colega (a escola tem bonitos jardins) ou ir até à cantina comprar alguma coisa. Dessa forma o cérebro dá uma "oxigenada"  mesmo com essa pequena atividade física e a mente espairece com as conversas, risadas, mudança de ambiente, ar puro, etc, .e ao voltar para a próxima aula será mais fácil concentrar-se novamente (dica do livro: mexer-se). Então veio o seguinte diálogo:
Disse o mais novo:
- Xiii, depois que a mamãe leu esse livro, tá sempre dando essas instrucões (ou algo parecido)!
Aquela filha entusiasmada logo veio em minha defesa:
- Mas é claro, né,  ô! Não tá vendo que é bom prá gente?  Se eu posso melhorar eu quero mais é praticar essas dicas!
Com uma advogada dessas  logo me animei e acrescentei - inspirada pelo que já havia lido no livro:
- Sabe filho, que  não existe gente burra? O que existe é gente que não se esforça em ser mais inteligente.  Mesmo que não tenha tido boas oportunidades na vida quem quer pode  sim  ser mais inteligente! Mas há os acomodados, que não se esforçam. E sabe de uma coisa?  Quem é inteligente ficará  cada vez mais inteligente. É natural, pois quanto mais busca, mais quer buscar.  Agora,  tem gente que se conforma em ser medíocre,  como a galinha, que jamais conhecerá as alturas porque fica ciscando e olhando só para o chão. Jamais conhecerá as alturas, como a águia que ao voar olha sempre prá cima!  Por isso aquele que não se esforça, com certeza vai ficar cada vez mais "burro" (expressão do autor), ou seja, cada vez ficará mais e mais para trás, enquanto os inteligentes irão cada vez mais adiante e conhecerão vitórias. Citei então Theodore Roosevel:

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece nem vitória nem derrota."


Acrescentei ainda, enquanto virava a esquina da escola:
- Deve ser mesmo muito triste viver numa penumbra cinzenta..Uma vida sem cores    vivas, sem brilho, sem luz!  Vocês não querem isso prá vocês querem?  É verdade que há pessoas que não tiveram tantas oportunidades como as que vocês tem: um lar estável e tranquilo, boas escolas,  um pai e uma mãe que se preocupam com a formação integral de vocês, e ainda por cima tem  a Jesus! Conhecem a palavra de Deus como poucos nessa idade. Possuem o privilégio de participar de reflexões em grupo, conversas entre amigos, aulas bíblicas, assistir paletras semanalmente,  frequentrar grupos de  estudos e ainda mais  tem uma enorme vantagem pois adquiriram  habilidade na leitura , interpretação de textos e aquisição de vocabulário  lendo a bíblia!  Uma vida cristã levada a sério é uma ferramenta incrível que por si só já os coloca adiante de tantos jovenzinhos que nunca pararam para  refletir a respeito de coisa alguma. Talvez uma ou outra palestra esporádica na escola, um ou outro livro exigido pelo professor ou algum pai mais atento. E nada mais.
Portanto, com todas essas ferramentas e mais ainda com todas as dicas do livro para nunca mais esquecerem  aquilo que  aprendem, vocês só poderão ser cada vez mais inteligentes! Só não será aquele que se acomodar. Esse vai ficar ciscando com as galinhas!
...E lá se foram eles prá mais um dia de aula...Será que vão dar aquela tal...voltinha no intervalo?

"Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz?"
Pv 8.1

P.S.: Aquele que conhece Jesus e leva a vida cristã a sério tem uma vantagem bem maior do que apenas  um bom desempenho acadêmico: tem a Vida Eterna!

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