terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma casa nova

Agora nossa vida será em Maringá.
Maringá?
Soa estranho aos meus ouvidos o nome desta cidade.  O nome da rua em que moro, o nome da escola dos filhos, o nome do mercadinho do bairro, do super mercado.
É estranho ouvir quase todo dia o grito de  "vassoureeeeeeeeeeirooooooo" feito pelo homem que vende vassouras na rua.  É isso mesmo. As ruas são tão arborizadas, que todos os dias as donas-de-casa varrem as calçadas defronte a suas casas, varrem seus quintais, suas garagens, suas sacadas.  E haja vassoura prá tanta folha!
É estranho ter que perguntar prá vizinha onde levar meu filho, que machucou o pé no futebol. 
E saber o dia que passa o lixeiro.
E aprender a gostar do pão frances sem gosto (fui a umas 5 padarias prá ver se algumas delas acerta o ponto, mas ainda não achei nenhuma).
É estranho olhar pela janela e não ver a Dona Cleusa sentada todas as tardes na frente do portão, papeando com as vizinhas.
É estranho pensar que pessoas que amo estão tããão longe daqui.  Não mais ao alcance da minha mão...
É muito  estranho mudar de casa, de vizinhança, de cidade, de região, de estado!
Mas uma coisa não achei estranho.
Encontrei o mesmo Jesus na igreja daqui. A mesma Palavra pregada. A mesma fé. A mesma adoração.
E isso já me fez sentir-me em casa. Uma casa nova, é verdade. Mas numa velha e conhecida família.
A família de Deus!

Um comentário:

mania de croche disse...

Isabel, já passei por isso algumas vezes, mas nunca fui pra tão longe, então imagino o que sente ao deixar pessoas queridas. Mas em tudo o que fizer Deus é contigo, amém!
Bjs!
Alice.

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