sábado, 6 de outubro de 2012

CASAMENTO, um bom ou um maunegócio?



















Quando um casamento chega ao fim, sabemos que é porque o negócio não foi bom... E se não foi bom é porque em algum momento alguém desistiu lá atrás do outro, desistiu da esperança, e desistindo, perdeu o sonho. O sonho de ter feito um "bom negócio" e  de envelhecerem juntos, de curtirem juntos os netos, de permanecerem caminhando lado-a-lado até que a morte os separasse. E sem esperanças de reacender a chama do amor, resolve partir para o divórcio ou para a traição, que por sua vez, gera divórcio.

O triste é que quando a desistência chega perde-se a sensibilidade com o sofrimento que certamente virá incluído no  "pacote", e como  farofa atirada no ventilador, espalham-se  acusações, rancores, constrangimentos e agressões causando  dor e tristeza  em cônjuges, filhos, familiares e amigos. Sim, toda essa gente é atingida com o  fim de um casamento!

Há alguns fatores importantes, a meu ver,  que fazem com que as pessoas desistam de seus cônjuges. Um deles é que as pessoas  sempre levam para o casamento as falhas de comportamento adquiridas  ao longo da vida, só que algumas delas ficaram  escondidas durante o namoro. Falhas como o hábito da mentira, de ofender pessoas, de causar intrigas,  de ser desonesto, de irar-se descontroladamente, de ser intolerante, egoísta ou preguiçoso, de certos vícios, etc.  E  quando essas falhas vem à tona acontecem as brigas, os silêncios, as mágoas, e com isso,  vem a desistência e  por causa da desistência, o fim.

Outro agravante para o insucesso do "negócio"  é que a maioria dos  jovens  entra na sociedade conjugal sem o mínimo  preparo, sem ter ideia dos seus  papéis dentro do casamento e de como a realidade se apresenta numa vida a dois. Para muitos basta um  "curso pré-conjugal"  na igreja e pronto, já se acham preparados para tal  empreitada! Sem contar com os que nem sequer fazem o tal curso porque já    "juntaram seus trapinhos " como se diz.  Encara-se assim o casamento  como se fosse uma viagem de lazer da qual se pode fazer meia volta caso não se goste do hotel, do clima ou  da paisagem . Escolhe-se outro destino que pareça ser melhor, e ponto final.

Outra coisa que acontece é que muitos não escolhem um cônjuge,  optam por  um(a) namorado(a). E já que é apenas um namoro,  não se  exigem as características que  deveriam  ser exigidas se a visão fosse de que o(a) namorado(a) de hoje pode vir a ser o cônjuge de amanhã "até que a morte os separe"!  Quer ver só alguns dos critérios empregados  nessa escolha sem garantia alguma de sucesso?

         Atração física:  Se a aparência física e a beleza da pessoa agradarem, considera-se  a  possibilidade de um futuro casamento com a pessoa.          
         Atração sexual: Se a "química" é forte e abrasadora  então pode ser um excelente indício de que o par perfeito para a vida a dois apareceu!
         Interesses em comum:  Se compartilham-se os mesmos  interesses, se ambos gostam  de praia, de dançar ou de viajar; se o estilo de vida é o mesmo; se querem ou não ter filhos, etc.  é sinal de que o casamento pode ser até viável.
         Bom relacionamento:  Se gostam da companhia um do outro, se riem  das mesmas coisas,  se  conversam sobre muitos assuntos, se nunca  brigam,   é possível que seja esse o futuro cônjuge 
     
       E há  outros requisitos indispensáveis se a coisa for ficando séria, como por exemplo, possuir casa própria, ter um bom emprego,  ser aceito pela família ou ser uma pessoa ambiciosa.

Mas esses critérios todos não são garantia de nada na vida de um casal! A atração sexual não será a mesma depois de alguns anos;  os interesses poderão mudar  e aquilo que antes interessava já  não importa ou então surgem novos  interesses não compartilhados pelo outro; o ótimo relacionamento do namoro  é afetado pela criação dos  filhos, por uma maior proximidade com os  familiares,  por  problemas de saúde,  por questões financeiras,  por oscilações de humor e por aí vai. E então, como é que fica aquele sonho de que a paixão duraria para sempre, de que as dificuldades (se é que elas existem entre pessoas apaixonadas!)  seriam facilmente contornadas e de que as mudanças do corpo só acontece no cônjuge dos outros? 
Ah, o casamento está bem longe de ser uma viagem de lazer!  Eu diria até que está mais para uma viagem de negócios! E negócios podem ser bons ou maus. Executivos mal preparados fazem maus negócios, ao  contrário daqueles que se preparam, que estudam o mercado, que avaliam a concorrência, que fazem  cursos, que são detentores de informações valiosas e de dados confiáveis, que fazem projeções realísticas. Estes certamente tem grandes probabilidades de sucesso em seus negócios ao contrário dos que acreditando na "sorte" se lançam cegamente  numa empreitada.

Da mesma forma que os executivos  ingênuos ou irresponsáveis, os casais  mal orientados que apostam em critérios  nada confiáveis para fazerem suas escolhas,  também estão longe de ter sucesso! E depois da viagem de núpcias - ou depois de terem "juntado suas escovas de dentes" - o casal parte para sua "viagem de negócios", a da  vida a dois, que deveria durar para sempre.

E como então prevenir que se façam  "maus negócios" se as pessoas  levam para o casamento as falhas de sua formação ou escolheram mau seu cônjuge?

Bem, pode-se aprender a escolher o namorado a partir da visão de que um casamento com essa pessoa deverá ser para a vida toda, mas para isso é preciso antes conhecer a respeito do "ambiente do casamento" para avaliar corretamento o(a) candidato(a).

E outra opção, a meu ver a mais acertada, ainda que a longuíssimo prazo, é evitar os maus casamentos do futuro forjando o caráter dos nossos filhos com base nos bons valores éticos e morais desde a mais tenra infância. Assim eles terão mais "instrumentos internos" para serem bem sucedidos na vida e também em seus casamentos! Aprenderão a superar as dificuldades, a enfrentar mudanças, a aceitar diferenças, a respeitar as pessoas, a serem fiéis, a dominar impulsos negativos, a saber perdoar e a pedir perdão, a usar sempre de sinceridade, a carregar os fardos do outro, a alegrar-se com as conquistas dos familiares e amigos, a serem dignos de confiança, etc.

Uma criança que aprende esses e outros bons valores e princípios morais, não só procurará por eles quando tiver que escolher um namorado mas quando se casar saberá aplicá-los em seu relacionamento conjugal. 

Os pais que se preocupam em que seus filhos aprendam coisas boas  como  inglês ou informática, a praticar esportes, a não maltratar os animais, a devolver o que pediram  emprestado, a não falar com estranhos  e a dizer não às drogas,  mas que também  se preocupam em ensinar-lhes  os princípios do cristianismo, estarão contribuindo para que no futuro façam dos seus casamentos um "Bom Negócio"!

Sim!  Muita gente não sabe, mas o cristianismo  tem a receita perfeita e infalível não só para se construir um bom casamento mas também para transformar um casamento aparentemente fracassado em um casamento de sucesso!

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"EU SOU DO MEU AMADO, E O MEU AMADO É MEU"
 Cantares  6.3  


Se essas verdades cristãs  estiverem  presentes em  cada noivo e em cada noiva no altar o sucesso do "negócio" está garantido,  a despeito do tempo, das dificuldades e das mudanças que ocorrerem durante a "viagem"



Um comentário:

Anônimo disse...
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