quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Será que o que sei é TUDO que preciso saber?

Na postagem do dia 02/11  foi abordado o tema "NÃO ADIANTA SABERMOS MUITO SE NÃO TEMOS MATURIDADE PARA VIVERMOS TUDO O QUE SABEMOS". Nela  foram deixadas algumas questões  para reflexão e a primeira  foi:
Será que tudo que sei é tudo que preciso saber?
Quando nascemos somos como um CD virgem: nada gravado. Zero. Apenas genes hereditários e nada mais.  Nos  desenvolvendo através da amamentação, das papinhas, suquinhos, tomando sol para fortalecer os ossos e recebendo cuidados, visitas, afagos, broncas, sorrisos,  correções, aprovações, brinquedos, pirulitos, regras e muito mais.  

Somos  expostos a variados estímulos  emocionais e sensoriais (através dos 5 sentidos). Tudo isso é informação. Há crianças que recebem mais e outras menos.  Algumas recebem mais informações positivas do que outras quando  os responsáveis por seu crescimento são pessoas preocupadas, antenadas com as questões ligadas ao desenvolvimento físico e psicológico. Outras crianças recebem mais informações negativas, caso os responsáveis por ela sejam mal preparados  sobre essas questões. E assim continuamos nossa jornada rumo à vida de adultos.

Agora adultos,  sabendo que  não tivemos controle algum  sobre o  tipo e qualidade de informações recebidas na infância, devemos perguntar:  Será que fomos expostos às melhores informações? Aquelas que nos dariam  a base necessária para desenvolvermos uma boa auto-estima, um controle sobre as emoções, uma capacidade de fazermos as melhores escolhas? Será que fomos "bem equipados" por nossos pais com o que há de melhor  para vivermos bem durante a vida adulta?

 Não, não estou falando de escolas caras, de cursos de inglês, sapateado, informática, jazz , etc. e sim de  ferramentas  emocionais e  psicológicas de qualidade que possibilitem  uma vida com a qual possamos fazer uma diferença saudável neste mundo, seja no lar paterno, na família constituída, no ambiente de trabalho, no círculo de amigos, na relação com os   parentes, na escola onde estudamos ou na igreja que frequentamos.

E... se não tivermos sido "bem equipados"?

Só há dois tipos duas formas de reagir diante dessa possibilidade: 
1) Ser  humilde e reconhecer que é preciso  suprir essa carência da melhor forma a fim de ser  uma pessoa melhor e viver de uma forma melhor e 
2)  Viver como alguém auto-suficiente do tipo: "Eu me basto" ou  "Não preciso que ninguém me diga o que fazer ou o que pensar"!  
O auto-suficiente se crê sabedor de todas as coisas, inclusive das coisas que não conhece, sobre as quais nunca ouvir falar, a respeito das quais nunca pesquisou  e  pelas quais não se interessa.

Nosso cérebro contém apenas alguns milhares de limitados neurônios, mas que podem ser aumentados se colocarmos nele as informações que nos faltaram ao longo da  vida. Mas ainda assim nossos neurônios continuarão limitados em sua capacidade de dominar todas as informações. 

Ah, mas  a quais  informações  estou me referindo? Informações sobre tecnologia? Arte? Política? Sociologia? Religião? Biologia? Saúde? Psicologia? Culinária?  Todas as soluções para  todos os conflitos internos? Respostas para todas as perguntas? Todo o saber dos filósofos?

A auto-suficiência jamais  proverá o ser humano de sabedoria e conhecimento.
Você há de concordar  que "NÃO" é a única resposta possível para a pergunta:

Será que tudo que sei é tudo que preciso saber? 

Nunca saberemos por nós mesmos  tudo o necessário  para termos uma vida de excelência apesar do fato de que já sabemos muita coisa, por causa de  nossa  idade,  nosso  currículo escolar e profissional e a experiência de vida pela qual já passamos. Sabemos muita coisa sim, mas não tudo.

Sejamos humildes para reconhecer que nunca seremos 100% equipados para uma vida de excelência, mas poderemos chegar mais perto desse ideal se aprendermos com quem entende de excelência de vida: Podemos aprender o que nos falta com Deus!

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