quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UMA ALIANÇA NO DEDO

Logo após nossa  mudança para Taubaté compramos um terreno no bairro do Quiririm, uma colônia italiana, muito charmosa e simpática, que também é roteiro gastroômico do Vale do Paraíba.


Um terreno.
Um sonho
Uma casa...
Na casa, os filhos,
os amigos dos filhos,
os filhos dos nossos filhos algum dia.
Os irmãos.
As famílias dos irmãos.
Os nossos amigos...
Nossa "MORADA NA TERRA"

Um lugar para receber, compartilhar, rir, chorar.
Um projeto pensado .E muito.
Cada cantinho da casa foi pensado. A necessidade de cada um:
Dos filhos, das filhas, do marido e as minhas.
Ah, meu cantinho estava lá:  máquina de costura e computador. Estante para meus livros, revistas, recortes, pastas e muito papel.

Enquanto o tempo  passava  eu visitava o terreno, fazia planos  e pensava:  "Quando será que poderemos fazer nossa casa?"

Mas os ciclos  de altos e baixos financeiros ao longo destes cinco anos foram se alternando e  fomos  adiando o início da construção (culpa dos  baixos). E eu sonhava com a casa!

 Um dia esta pregação:

 "Uma moça perdeu a amada mãe. Muitos anos se passaram e a moça continuava inconformada com a perda.  Usava no dedo uma aliança que havia sido da mãe como que para lembrá-la constantemnte da perda e da dor de sua ausência.. A saudade  impedia-a de ver e viver outras alegrias.  Então, após um culto sobre entregar à Deus todas as coisas  que nos impedem de viver uma vida plena  (espiritualmente falando)  a moça  se dirigiu ao  tal pastor e lhe entregou a aliança de sua mãe: "Vou lhe entregar esta aliança como sinal de minha cura. Hoje me libertei dessa saudade que me oprime há tanto tempo."  O pastor então, lhe devolveu a aliança dizendo que agora não faria diferença nenhuma se a usasse,  pois a cura interior já havia acontecido. Agora a aliança era apenas uma aliança."

No dia seguinte, depois de ter levado os filhos à escola, tomando um café à mesa da cozinha, fiquei pensando na história dä aliança  e cheguei à conclusão de que eu deveria fazer o mesmo. 
Levantei-me, guardei todas as plantas e desenhos da minha "morada na terra", todas as revistas de decoração e recortes. Tirei a foto do projeto paisagístico colada no armário da cozinha e entreguei tudo isso à Deus. "Senhor, se Tu não permitistes que até hoje eu tivesse a minha casa, eu aceito.  Hoje eu não entendo, mas sei que há um propósito para essa demora. A casa agora não é mais minha, Senhor."

Ainda não tenho uma casa, mas tenho a paz que a aceitação da vontade de Deus me deu.
Se algum  dia Ele quiser, tirarei então das gavetas as plantas, as revistas, os recortes...

E enquanto a casa não vem?
Me alegro com o que tenho.
Um lar.



Um comentário:

Anônimo disse...

Bonita historia, la casa llegará tarde o temprano. Un beso
María de Lourdes

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