sábado, 31 de outubro de 2009

Intolerância e saia curta


Um episódio ocorrido na Universidade Bandeirantes, de São Paulo, chamou-me a atenção por dois motivos.
O primeiro é com relação à intolerância. Claro, esse motivo chamou a atenção de todos que tiveram conhecimento do fato. Um grupo considerável de estudantes dessa universidade humilhou uma aluna, ofendendo-a com palavrões, privando-a de seu direito à liberdade de locomoção (impedindo-a de sair de uma sala em que ela havia entrado para se esconder da perseguição) e divulgando imagens no youtube que denegriam sua reputação.
É mais do que óbvio que esse tipo de atitude - seja individual ou coletiva - é abominável! Que direito esses alunos pensaram ter ao se colocarem no papel de acusadores e agressores? O que choca é que, mais uma vez, o coletivo leva as pessoas a se sentirem encorajadas a tomar atitudes que sozinhas seriam, muitas vezes, incapazes de tomar. A sensação de que o "estar em grupo" esconde os autores da agressão é responsável por esses episódios que vira-e-mexe se tornam notícia e caso de polícia.
Mães! Pais! Atenção! Orientem sempre seus filhos que quando estiverem na rua, na escola ou no shopping com amigos a jamais deixarem que seus valores sejam jogados na lama em troca de momentos de diversão! Não se cansem de orientar. Esse é o papel que lhes cabe. Um dos requisitos para a boa educação é a repetição. Pais preguiçosos, via de regra, não criam filhos de bom caráter.
O segundo motivo que me chamou a atenção foi o tamanho da saia da moça. Será mesmo que ninguém tem nada a ver com isso? Será que cada uma pode sair por aí atiçando a imaginação masculina? Será que nós esposas, mães e noivas temos que aceitar que nossos queridos andem por aí lutando contra os pensamentos provocados pelo visual de moças como a do espisódio da Uniban? Os entendidos no tema sexualidade são unânimes em afirmar que o aspecto visual exerce um forte poder de sedução no homem. A publicidade que o diga! Certamente essa moça sabe disso, por isso as usa.
Barrigas de fora, calças baixas expondo praticamente o púbis, decotes que deixam à mostra boa parate do t contorno dos seios (inclusive a parte de baixo do mesmo), elásticos de calcinhas para cima do cós da calça revelando um trecho da coxa, e por aí vai.
Será mesmo que as mulheres precisam se expor tanto para se sentirem admiradas? Amadas? Valorizadas? A resposta é não.
Roupas de corte moderno porém discretas como calças jeans, vestidos e blusinhas da moda podem não fazer com que os homens "quebrem" o pescoço para as moças que as usam,
mas certamente essas moças se sentirão dignas e íntegras. Os rapazes que mostrarem interesse por elas estarão se sentindo atraídos "por elas" e não pela sensualidade que imaginam haver "nelas".
"Não queremos ser objeto sexual"! Não é esse o "grito" da mulher contra a exploração sexual do corpo feminino? Pois então, façamos a nossa parte.



"Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada* e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras" (I Tim. 2.9a).
Traje Provavelmente se refere ao comportamento de modo geral e não somente às vestes.
Decente tem o efeito de "em ordem"A idéia dominante da frase inteira é de bom gosto, sensibilidde e simplicidade, em contraste com os excessos e a falsidade. (comentário da bíblia Shedd).
* Na cultura da época as mulheres de má fama usavam o cabelo frisado.

Releitura do texto bíblico acima: Sigam o exemplo das mulheres com roupas decentes e discretas. Vistam-se bem, mas não exagerem. Dêem mais valor ao se comportarem bem e fazerem o bem, do que a usarem jóias e roupas escandalosas. Não sigam o exemplo de mulheres de má fama.

Um comentário:

Andréia Patrício disse...

O bom senso deve sempre estar presente na hora de nós mulheres escolhermos nossas roupas... e como é complicado encontrar roupas 'normais', parece que o básico foi abolido das lojas, para comprar um jeans discreto ou um vestido preto decente a gente tem que procurar muito, e normalmente paga mais caro por eles.

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