quinta-feira, 3 de abril de 2014

A CARTEIRA ESQUECIDA E A FOME NO MUNDO

Uma vez  uma pessoa que não crê em Deus ficou indignada comigo porque me ouviu orando agradecendo a Deus pelos alimentos antes de uma refeição, e tempos depois, zangada,  me perguntou  quem eu penso que sou por me sentir privilegiada  em ter o que comer sendo que há tanta gente passando fome no mundo... Ué... e desde quando deixar de sentir gratidão por ter o que comer diminui a fome dos outros? Por conta da minha "arrogância" aquela pessoa não quer mais conversa comigo!

Mas, há vários anos a mesma  pessoa incrédula estava comigo e com minha filha quando encontramos a carteira de uma moça, que havia sido deixada no ônibus em que estávamos viajando. Dentro da carteira  havia o valor correspondente a um salário mínimo da época,  além dos documentos da moça, e através deles seria possível localizar seu endereço. Mesmo assim quando a incrédula, que tanto se compadece da fome no mundo, viu o dinheiro que havia ali teve a seguinte ideia: "Vamos devolver só os documentos e ficar com o dinheiro?" ao que eu logo respondi: "De jeito nenhum! Imagine... tadinha da moça...! Não, vamos devolver tudo!"

E sabem o que encontrei também dentro da carteira, além do dinheiro e dos documentos? Havia um papel dobrado com a letra de um hino cristão escrita à mão e depois a seguinte frase: JESUS IS MY LORD! Imaginei que a dona da carteira deveria ser uma pessoa cristã, e mais me alegrei ao pensar no testemunho que ela daria ao receber todo seu dinheiro e os documentos de volta!

Naquela mesma noite, bem tarde, fomos até seu endereço num bairro distante . Era um prediozinho desses que alugam cômodos para pessoas simples. Quando a moça nos viu pela janela do terceiro andar eu sacudi a carteira dizendo: "MARIA? AQUI ESTÁ TUA CARTEIRA!" Ela desceu as escadas correndo junto com outras moças e PULOU - literalmente PULOU! na minha cintura me abraçando e dizendo: OBRIGADA SENHOR!! OBRIGADA SENHOR!! Quando ela abriu a carteira mal pôde acreditar que estava todo o seu pagamento lá! Quis então nos dar uma quantia em agradecimento e quando recusei ela perguntou o que poderia então fazer por nós. Eu lhe pergunte: "Você é cristã?" "Sim, sou!" disse ela. "Então ore por nós, apenas isso, ore por nós."

É muito bom saber que em algum lugar deste mundo aquela moça deve contar e recontar esse milagre de Deus em sua vida como testemunho de Seu amor por ela, e que também deve orar por mim, por minha filha e por aquela incrédula!

Será que aquela mulher incrédula não percebe que atitudes egoístas e desumanas como a dela, são umas das causadoras da fome no mundo, fome que "tanta angústia" lhe causa?



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

PARÁBOLA DOS FRUTOS BONS E DOS FRUTOS MAUS





Uma árvore boa jamais dará maus frutos, pois transmitirá a eles suas melhores características até que amadureçam. 

Mas se acaso houver alguma dúvida sobre a qualidade de uma árvore,  uma boa dica é observar todos os seus frutos, e não apenas um. 





Alguns insetos ou lagartas  podem prejudicar a qualidade de alguns dos frutos da árvore boa,  e isso não é por causa da qualidade da árvore. É por causa da própria natureza, já que  insetos e lagartas fazem parte dela!   A tarefa do  bom agricultor então é proteger os frutos bons,  retirar da árvore os frutos estragados  e finalmente pulverizar a árvore toda com pesticidas para evitar maiores danos, tanto aos frutos bons como à árvore em si. 





Claro que sempre haverá aqueles que acham que não é preciso retirar  os frutos estragados ou então que desaprovam o uso de pesticidas,  mas tanto uma medida como a outra podem ser necessárias antes que a colheita toda se perca, e ninguém melhor do que o bom agricultor para saber qual medida deve ser tomada, especialmente se  ele receber  orientações de um bom Engenheiro Agrônomo. 

Feito isso, salvam-se os frutos sadios, aqueles que poderão produzir por sua vez boas sementes que depois produzirão outros frutos  igualmente sadios. 

 FIM





É frustrante, eu concordo,  quando às vezes não se podem colher e saborear todos os frutos de uma árvore, mas aceitar que existem bichinhos na natureza que estragam os frutos que poderiam ter sido bons,  e que há soluções que devem ser aplicadas para amenizar os estragos, não deveria ser algo tão difícil. Aliás, é até bem fácil. Basta aprender  um pouco sobre  botânica agrícola. 



É Simples Assim!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Nem tudo é o que parece!

Estrada Romana do Primeiro Século 
Todas as tentativas para destruir o cristianismo ao longo dos mais de 2000 anos, além de não conseguirem seu intento, acabaram por  contribuir para o seu fortalecimento! 

Enquanto uma aparente vitória acontece aqui e ali, mais além o cristianismo surge forte e cresce  a cada dia, conforme a própria história confirma. 






Os que pensam que as perseguições romanas aos cristãos do primeiro século tiveram algum sucesso, precisam saber que o que elas fizeram na verdade foi espalhar os cristãos  pela Ásia e Europa num primeiro momento e dali o cristianismo espalhou-se por todos os continentes.  E sabem o que colaborou para isso? As estradas de pedras construídas pelos próprios romanos nos territórios dominados para facilitar as comunicações entre eles e Roma. Elas serviam  ao crescimento do Império Romano (por elas passavam o exército romano e suas carruagens) mas   acabaram  servindo também aos propósitos de Deus! Por elas também passavam os discípulos de Cristo fugindo das perseguições. Estes,   cheios do Espírito Santo,  eram verdadeiras testemunhas do que tinham visto e ouvido e levavam as Boas Novas do Evangelho para  lugares distantes, e não apenas em Jerusalém como era antes. Falavam de Jesus por toda a Judeia e Samaria e,  inclusive foram até os "confins da terra" utilizando as estradas construídas justamente por quem os perseguia!  
(At 1.8) 

Assim como as perseguições  que visavam destruir o cristianismo, toda tentativa atual de denegrir a Jesus e a religião cristã, seja por qual meio for (vídeos, blogs, artigos, sites, discursos, leis, livros, zombarias, piadas, etc.)  nada mais faz do que fortalecer a fé dos cristãos que pretendem ofender, humilhar e destruir,  assim como aconteceu com os  discípulos da igreja primitiva. Quanto mais os cristãos são perseguidos, mais desejam por causa disso mesmo divulgar ainda mais o Evangelho para  que aqueles que ainda não o conhecem  tenham a oportunidade de receber uma vida nova e abundante, não só depois da morte, mas já, aqui mesmo nesta vida!  

Todas as dores e sofrimentos terríveis causados pelas perseguições e todas as tentativas de calar a boca dos cristãos tanto no passado como hoje,  tiveram e tem o efeito contrário ao que parece e jamais conseguirão  dar fim à igreja de Cristo. Os cristãos sabem que a Palavra de Deus sempre se cumpre e creem que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" ! Mt 16.18 


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AME SEMPRE... Em todos os sentidos, AME!

Amar ao próximo como amamos a nós mesmos,  é um desafio e tanto dado por Jesus, especialmente quando o próximo nos decepciona ou nos deixa zangados. Só que mesmo tristes ou zangados, o próximo continua sendo o próximo e a ordem de Jesus continua valendo!

Há certos cristãos que entendem  que amar ao próximo é apenas praticar caridade ou então dizer palavras doces que agradam. Estes se esquecem de que a maior expressão de amor ao outro é o perdão verdadeiro,  pois este sempre vem da alma, por causa  do amor  dado a nós por Deus,  através de Jesus.  Já a caridade  e as palavras de amor não são necessariamente provenientes do coração (alma). Elas podem ser  apenas gestos mecânicos desprovidos de essência ou, o que é pior, provenientes de um desejo de auto-promoção diante dos homens.

A falta de perdão é uma desobediência ao mandamento maior - "AMARÁS AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO" - Mc 12.30, aquele que encerra em si todos os demais mandamentos. E infelizmente essa desobediência acontece entre os próprios cristãos, mais do que se possa imaginar!

 Há cristãos feridos que ou ofendem ao outro abertamente, ou se negam a  qualquer atitude de reconciliação ou  simplesmente se afastam. Mas  há também aqueles que aparentemente perdoam mas não perdem a oportunidade  de "exortar" o irmão que os feriu,  retribuindo dessa forma a ofensa de maneira velada,  ao invés de perdoá-lo integralmente e de  deixar para trás as decepções e mágoas recebidas. Atitudes assim, revestidas com uma roupagem de  "exortação ao irmão", encerram na verdade o desejo de retribuir o mal com o mal, o que não combina com perdão. 

Essa falta de perdão disfarçada de aparente exortação não é nada mais do que fruto da vontade carnal, não do coração de Deus e deve ser abandonada. Para isso  é preciso  a humildade que permite um exame de consciência honesto diante de Deus, reconhecendo esse pecado e então o  Espírito Santo moverá o coração ferido na direção do amor real, do perdão verdadeiro, da aceitação serena da dor recebida e da convivência pacífica entre os homens, conforme Hebreus 12.14  que diz: "Segui a paz com todos".

 Somente assim será possível ao ferido - agora já um ex-ferido -  amar ao próximo em todos os sentidos!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

BALADAS VICIAM. VOCÊ SABIA DISSO?

As coisas de Deus são sempre as coisas de Deus. Não tem jeito! 

Quando os líderes dos nossos jovens na igreja os orientam a não frequentarem Baladas, argumentam que além de ser um mau testemunho ainda os expõe a situações arriscadas e a diversas tentações, como  álcool, drogas, relacionamentos impuros, etc.  Mesmo que os jovens não se envolvam em brigas ou bebedeiras podem ser vítima de eventuais brigas  ou de atitudes irresponsáveis de pessoas alcoolizadas ou drogadas. Os líderes  das igrejas   conhecem a Palavra e sabem que nela não há respaldo algum que justifique a frequência de   Baladas. Mas não apenas pelas razões citadas acima. Frequentar baladas  também VICIA!  

Há muitos anos, quando eu fui  professora  de  pré-adolescentes da Igreja Batista em Taubaté, dei-lhes uma aula que constava na revista da Escola Bíblica Dominical, sobre as músicas eletrônicas das baladas. O texto dizia  que a própria alternância de ritmos, de batidas e de velocidades em uma única música aliada ao som eletrizante em decibéis muito além do considerado seguro para a audição, tem o propósito claro de fazer com que o coração acelere e desacelere de maneira  desordenadamente alternada, gerando reações no organismo que viciam.

Pesquisando a respeito  encontrei entre outros,  este TEXTO que explica detalhadamente quais são essas reações e o que elas produzem no organismo:  aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial e da frequência respiratória, dilatação das pupilas, tensão muscular, descarga excessiva de adrenalina e hormônios, além de outras  substâncias que são liberadas e que contribuem também para a diminuição do  controle sobre a mente, e que causam - pasmem -   dependência física e/ou psicológica, assim como acontece com o álcool e as drogas. O baladeiro iniciante quer cada vez mais e mais  ir às Baladas e depois não consegue parar. Quando vai embora fica por horas e horas com um zunido nos ouvidos que só para quando vai dormir. Mas depois ao se lembrar do som e das luzes da balada no dia seguinte e nos outros dias,  já se imagina novamente em uma balada, e assim que pode... marca mais uma noitada de "frenética alegria" com alguns amigos. E as Baladas passam então a ser um desejo (necessidade) incontrolável.  

Dito isso tudo, volto à introdução deste texto e repito:  As coisas de Deus são sempre as coisas de Deus. Não há o que inventar e não há pretextos que justifiquem o fato de que  mais do que ninguém,  os que conhecem a Palavra de Deus e querem viver de maneira a agradá-Lo não devem frequentar Baladas, pois a Bíblia afirma, entre outras coisas:

 "Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar."

 E como ser sóbrio dentro de uma casa noturna na penumbra, com luzes inebriantes que "dançam" ao ritmo das músicas, com o clima de sensualidade que permeia o ambiente e ainda por cima com o som bombando no máximo volume? Mesmo sem ingerir uma única gota de álcool  ou sem consumir drogas, o organismo reage a isso tudo: o cansaço não existe, o sono desaparece e  perde-se  a  sobriedade natural   que deixa o jovem como que num estado de embriagues! 

"Por isso mesmo, não andemos a dormir como os outros, mas sejamos vigilantes e vivamos com sobriedade. Tanto os que dormem como os que se entregam à embriaguez,  é de noite que o costumam fazer." I Tes. 5:6-7  . 

O Espírito Santo de Deus me revelou estas coisas quando nossos filhos ainda eram crianças,  - porque há certas coisas que só se enxergam através dos  "olhos espirituais" - verdades que pude ensinar-lhes ainda cedo,  e que hoje confirmo ao saber  de histórias tristes e ao tomar conhecimento dos tantos riscos físicos e psicológicos a que estão expostos cada vez mais os jovens baladeiros, sem contar os riscos espirituais que podem advir dessa forma de lazer.

Se você frequenta Baladas mas não teve oportunidade antes de saber que Baladas viciam e que a Palavra de Deus desaprova qualquer coisa que tenha domínio sobre nós, ou se tem filhos que as frequentam, desejo que reflita sinceramente à respeito do que leu e ore para que Deus lhe dê o entendimento sobre este assunto.  Espero também  que entenda  que minha intenção com este texto foi a de  exortar e aconselhar em amor, conforme diz a Palavra: 

"Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. 
Fiéis são as feridas feitas pelo que ama".
PV 27. 5.6a

domingo, 29 de dezembro de 2013

NÃO DEVERIAM EXISTIR MAÇÃS!

Não deveriam existir macieiras, porque onde há
 macieiras, há maçãs, e pode ser que alguém suba  em seus ramos para  colhê-las  e ao subir,  pode  se descuidar e cair  lá de cima  fraturando gravemente a coluna. Paraplégica, é de se esperar que essa pessoa seja infeliz por toda a vida...

Não deveria haver  infância, pois dessa forma, todos  seriamos adultos  responsáveis, e não como uma  criança que, sem noção do perigo, atravessa a rua sem olhar para os lados sendo atropelada e morta. Ah, quanto sofrimento para seus pais! Com a morte do filho, é provável que a alegria jamais volte a reinar naquela casa...

Não deveria existir vatapá, pois se o vatapá é esquecido ao sol por mais de um dia e algum desavisado dele come,  certamente terá fortes dores de barriga seguidas de vômitos e diarreia terríveis, sinais claros de intoxicação alimentar aguda que poderá leva-lo inclusive à morte. Que fim terrível e quanta dor para os  familiares desse que comeu vatapá estragado...

Não deveriam existir bicicletas!
É possível que ao voltar de bicicleta do trabalho para casa um pai de família se desequilibre e caia  batendo   a cabeça numa pedra. Coma por vários dias devido ao traumatismo craniano, dias de angústia para a família, ao fim dos quais o ciclista morre deixando viúva e filhos desamparados. Que tristeza, que injustiça... Era um homem tão bom...

A boa notícia é que toda tristeza,  dor e angústia, advindas de situações difíceis podem ser passageiras! Tudo depende de como se encaram  os sofrimentos que fazem  parte do "pacote" chamado vida.

Não pude deixar de refletir sobre essas coisas depois de contar a uma pessoa que não crê em Deus sobre como vivem inúmeras crianças  em aldeias paupérrimas de Moçambique, muitas delas  abandonadas por suas mães adolescentes. Contei  sobre as menininhas e menininhos  que são continuamente  abusados sexualmente por  meninos mais velhos e homens adultos e sobre as criancinhas que morrem de fome ao perambularem  sozinhas por caminhos solitários no meio da selva quando, de repente, o incrédulo me interrompeu  dizendo: 
-  Então é assim? O  Deus em  que você crê  permite que isso aconteça com aquelas crianças?
E acrescentou com ironia:
- E você ainda agradece pela comida que tem...

Aquela pessoa considera que se há sofrimento no mundo, então Deus é mau ou, Deus não existe.

Conclusão óbvia seria  que para os incrédulos não apenas as  maçãs, as crianças, os vatapás e as bicicletas  não deveriam existir, mas também nem sequer os próprios incrédulos! já que há certos sofrimentos  que só acontecem porque há pessoas que, à semelhança daquelas das  aldeias moçambicanas,   causam o sofrimento de outras pessoas justamente porque não conhecem a  Deus. Se O conhecessem e O amassem, se experimentasse o amor de Deus por eles, a  história  daquelas crianças não seria a mesma!

Aquele incrédulo questionou a bondade de Deus por conta do sofrimento que há no mundo, apenas porque, entre outras verdades, ele ignora "que a bondade de Deus é algo muito mais profundo do que sofrimento e prazer - ela inclui as duas coisa." (Brennan Manning em "Confiança Cega); porque ignora que onde entra Deus sai a maldade, a injustiça, o egoísmo e em seu lugar entra a bondade, a justiça e o amor ao próximo. e também porque ignora que  pessoas que vivem e confiam em Deus  passam com serenidade  por todo e qualquer sofrimento aceitando-o como algo inerente à própria vida - assim como aceitam as macieiras, a infância, as comidas que estragam, as bicicletas e as pedras no caminho. Os que creem e confiam em Deus recebem  Dele o consolo, a força e a esperança necessárias para vencer as situações difíceis da vida ao invés de se revoltarem contra Deus por causa delas.

O apóstolo Paulo disse exatamente o mesmo, mas  com outras palavras: 
Disse ele:  "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fatura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade" Fl 4.12 

Deus jamais se comprometeu  a nos livrar de todo e qualquer sofrimento, mas sim a estar ao nosso lado no sofrimento“De maneira nenhuma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”(Hebreus 13.5)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O PROFESSOR E A PORTA


Quando eu era adolescente estudava em um colégio de freiras em São Paulo, e lá tínhamos  um professor de português baixinho que só vendo, de bigodinhos esticados, gravata borboleta e cabelos alisados com brilhantina. Seu nome ajudava a compor a figura do personagem: Expedito!






As aulas do Professor Expedito eram sempre muito chatas, não só por causa das tantas regras de acentuação, dos complicados tempos verbais ou das análises sintáticas, mas pela chatice mesmo da pessoa.

Coitadinho!Um dia, percebendo que as maçanetas da porta da nossa sala de aula estavam soltas (o preguinho que as prendia havia se soltado), dei uma ideia fantástica para boicotarmos sua aula - ideia que minhas colegas, as que formavam comigo a "turma do "fundão",   logo toparam, e assim que a professora que  antecedia a aula de português saiu da sala, retiramos as maçanetas e as escondemos dentro do cesto de papéis.  Sem maçanetas na porta,  obviamente  o professor não teve como entrar e, pelo visor da porta o  víamos   seu topete e seus olhinhos toda vez que dava pulinhos aflitos para tentar  a cada salto  pedir através de gestos que  abríssemos a porta. Como eu era uma das mais altas coube a mim explicar por gestos e com  ares de preocupação fingida que não sabíamos onde estavam as tais maçanetas, até que um servente da escola  foi chamado e  finalmente a porta foi aberta!

A freira Coordenadora foi convocada pelo professor e  indignada com o ocorrido,  quis saber como era possível que as  maçanetas tivessem  desaparecido  sendo que nós, as alunas, havíamos conseguido entrar. Ops! Estava aí algo em que eu não havia pensado... E como em toda sala de aula existem sempre  os dedo-duros de plantão, alguma das alunas "certinhas"  entregou a autora da façanha:
 -  Foi a Isabel!

Pronto!  Lá fui eu acompanhar a Coordenadora até a Diretoria, onde passei sentada o resto daquela manhã até que  antes de ir embora, me entregaram uma Carta de Suspensão de 3 dias! (após é claro, 2 Cartas de Advertências por peraltices anteriores).

Moral da história 1: Não devemos perturbar o bom andamento das aulas.

Moral da história 2: Toda má conduta como por exemplo, perturbar o bom andamento das aulas,  trás consequências negativas.

Moral da história 3: Perturbar o bom andamento das aulas nos proporcionará   divertidas recordações, que nos farão rir todas as  vezes que delas nos lembrarmos, mesmo depois de décadas!

sábado, 23 de novembro de 2013

QUANTA GENTE!



No culto do domingo 17/11 à noite, quando vi todos os bancos da igreja ocupados mesmo sendo um feriado prolongado, pensei: "Nesta igreja temos cultos todos os domingos na parte da manhã, da tarde e da noite, com o mesmo tema e o mesmo pregador. Também temos o culto da 4a.feira à tarde, da 5a.feira à noite e o culto dos jovens no sábado à noite. Além disso temos o programa noturno para adolescentes nas 3a.feiras."  Temos ainda os cultos nas sete  igrejas filhas em Maringá e região, o que dá uma porção de gente a cada semana  buscando a Deus somente em nossa denominação! 

Cada uma dessas pessoas está buscando ouvir a Palavra de Deus por algum motivo diferente,  e por experiência sei que a grande maioria dos que frequentam uma igreja, procura viver uma vida que agrade a Deus em todas  as áreas de suas vidas, mesmo que tenha dificuldades em fazê-lo em algumas delas. Logo concluo que,  todos aqueles que frequentam  igrejas cristãs com o coração sincero são também bons cidadãos, e salvo raras exceções dentro do universo de cristãos,  são pessoas que não fazem  mal propositadamente ao seus semelhantes. 

E o  que seria de todo esse povo se não houvessem as igrejas?  E se a religião cristã fosse abolida da face da terra como desejam os ateus? Imaginei por alguns segundos ao ver tantas pessoas no culto, como seria o Brasil sem igreja alguma - nem católicas e nem evangélicas. Pensando assim, me perguntei: Qual seria o "freio" dessa gente toda contra a violência,  a corrupção,  a prostituição, o tráfico de drogas, a promiscuidade, etc.? Seria apenas a lei dos homens, a moral, os usos e costumes?    Isso não seria pouco demais? 

Para termos uma resposta, bastaria darmos uma olhada nos dados da população carcerária para vermos que as cadeias e presídios não comportam os presos que já temos e o judiciário mal  consegue dar conta dos milhares de processos acumulados. Ou então bastaria analisarmos os índices de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs),  o número de abortos, de adolescentes grávidas,  do crescimento do consumo e do tráfico de drogas, dos crimes por traição conjugal,  do crescimento do  homossexualismo (ainda não é crime falar sobre isso, Ok?),  dos inúmeros viciados em pornografia, etc. etc. etc.

Sem os valores cristãos e a obediência aos princípios divinos, qual seria o "freio" para  controlar o desejo de se obter satisfação sexual  por qualquer meio? Seria apenas a própria consciência das pessoas? As estatísticas da área da saúde? Qual seria o "freio" que coibiria o abuso de álcool ou de drogas? Novamente as estatística da área da saúde? As estatísticas de mortes em acidentes de trânsito? E quem é que impediria as pessoas de traírem seus cônjuges, de mentirem aos seus clientes, de torturarem psicologicamente seus filhos, de se vingarem de seus patrões? 

O mundo só não está pior do que está porque existe um ambiente sadio chamado Igreja, para onde as pessoas vão em busca de ânimo, de amigos, de consolo; um ambiente sadio que oferece a  possibilidade de uma vida nova e digna aos que desejam abandonar seus erros mas não conseguem sozinhos; um ambiente sadio onde crianças e jovens não só ouvem, mas interiorizam valores morais saudáveis e são incentivadas a colocá-los em prática  em sua família, na escola, na vizinhança, na faculdade e no trabalho; um ambiente onde as famílias se  reconciliam, onde nascem lindas e saudáveis amizades, onde o amor permeia os relacionamentos.   

Olhando para minha igreja cheia de pessoas naquele domingo de feriado,  percebi como é  bom para a sociedade termos tantas igrejas cristãs no mundo!  Se mais e mais igrejas, com uma sã doutrina  como a da nossa greja, pudessem surgir em cada esquina a cada dia, seria o mesmo que dizer que teriam suas portas fechadas a cada dia mais e mais cadeias, presídios, clínicas clandestinas de aborto,  hospitais psiquiátricos, centro de tratamentos de aidéticos, prostíbulos,  albergues para mães solteiras, abrigos para  crianças abandonadas   e tantas outras instituições destinadas a separar da sociedade, abrigar ou tratar os que viveram por conta própria sem se importar com Deus ou suas vítimas!

Louvo a Deus por cada igreja cristã desta terra, desde as  imensas igrejas até as chamadas  "portinhas de garagem". Todas elas, recebendo, acolhendo e cuidando com o amor de Deus aqueles que querem amá-lo  agradá-lo , adorá-lo  e serví-lo através de Jesus, nosso Senhor e nosso Salvador, que deu Sua própria vida para resgatar todas as pessoas que o aceitam como tal,  de uma vida sem Deus e dar a elas uma nova chance, uma vida digna, sadia e honrada, além, é claro da Vida Eterna ao lado do Pai!

Me senti maravilhada ao pensar que cada cristão que participa de uma  igreja, somado a outro e mais outro e mais outro, formam juntos um MONTÃO DE GENTE  que faz do mundo um lugar melhor para se viver! 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ESCREVER É UMA ARTE!

É porque eu gosto de escrever é que  vou dar minha humilde opinião do porque  eu creio que um jornalista não precisa necessariamente ter um diploma de Jornalismo para exercer a arte da informação, não importa se for para  comunicar fatos, notícias, atualidades ou temas específicos. 

Não que não deva ter diploma, mas que não precisa tê-lo! 


O jornalista  costuma escrever artigos ou produzir reportagens sobre coisas nas quais se espcializou ao longo dos anos independente de que cursos tenham feito  ou mesmo se não tendo feito  curso. algum. Sua produção intelectual é então o  fruto de sua ânsia de comunicar o que sabe! 


Provavelmente todo, ou quase todo jornalista começa sua carreira escrevendo  algo sobre sua área de interesse em alguma pequena publicação. Seu conhecimento sobre o assunto cresce na medida em que vai  conhecendo cada vez mais sobre ele, seja lendo livros sobre o assunto, assinando revistas especializadas, participando de debates ou seminários, fazendo cursos, visitando lugares que lhe acrescentem mais informações ao que já sabe ou conversando com pessoas da área e essa formação não acadêmica, naturalmente lhe trará novas e melhores oportunidades de trabalho, mesmo não tendo diploma universitário de Jornalismo. Hoje é assim, mas há os que discordem dessa prática e queiram instituir a obrigatoriedade do diploma.

 

Eu creio que não deve haver essa exigência. e para ilustrar minha opinião, vou  usar-me como exemplo. Se alguém me convidasse para escrever uma vez ao mês em uma revistinha de bairro sobre assuntos referentes à família e eu fosse remunerada por isso, não haveria problema algum, eu creio. E  se os meus textos fossem bem aceitos e eu recebesse críticas positivas, e um jornal da cidade me convidasse a fazer uma coluna semanal sobre família, filhos, casamento ou  fatos e notícias envolvendo famílias, por exemplo, será que eu não poderia escrever  ali por não ter diploma de jornalista,  mesmo que minha gramática fosse perfeita, que eu tivesse um estilo todo próprio e interessante e que eu tivesse coisas relevantes a transmitir sobre o assunto a que me propus escrever? Não poderia escrever colunas em jornais da cidade ou comandar algum programa da TV local?  E se um dia eu resolvo escrever um livro sobre família?  Será que teria que ter um diploma de Letras para poder publicar o livro? E aí, como fica a minha  liberdade de expressão? Condicionada a regras, leis governamentais, diretrizes de alguma categoria? 


Certamente as Faculdades de Jornalismo, assim como as Faculdades de Letras devem ensinar  técnicas de redação, de comunicação e gramática, mas não são as técnicas ou a gramática que fazem com que as pessoas tenham o dom da escrita ou da produção intelectual.   Sinto muito, mas  "escrever" ou produzir conteúdo informativo  não é  uma ciência exata. É percepção da realidade, sensibilidade, curiosidade, vontade de comunicar o que se sabe, emoção. E faculdade alguma poderá oferece nenhum desses ingredientes" a seus alunos, pois são coisas que vem da alma! Bons jornalistas podem ser formados ou não, mas não é a formação acadêmica suficiente para produzi-los. Agora, se técnicas forem somadas à "alma" beleza! mas se não houver "alma"... teremos textos insípidos, cópias do pensamento de outros, alguns dados apenas, mas não essência, verdade ou beleza. 


Além do direito à liberdade de pensamento de quem expressa suas próprias opiniões,  a  livre atividade jornalística também atende o direito constitucional que todo cidadão tem de receber qualquer informação, vinda de qualquer tipo de fonte e por qualquer meio,  além do que,  a meu ver, o jornalismo se inclui no vasto campo da liberdade de expressão artística, pois afinal, escrever é uma arte! 


Assim como  para  ser um pintor não é necessário  diploma da Faculdade de Belas Artes, para representar um personagem não é necessário diploma de Teatro, para ser poeta ou compor uma canção não é necessário ter feito faculdade de Letras e para  ser  músico não é preciso ter feito faculdade de Música, para produzir textos escritos ou verbais, seguindo esse mesmo raciocínio,  não deveria exigir-se um diploma de jornalismo!

Este é um tema amplo  que vem sendo discutido há muitos anos e que tem inúmeras vertentes e nuances, e já que não dá para abordar todos os aspectos envolvidos neste post, enfatizei apenas um deles, em defesa dos jornalistas sem diplomas, o de que praticar jornalismo  é produzir ARTE! E artista nunca precisou de canudo algum! 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PERDI A MINHA BÍBLIA


Imagem da minha biblia, que usei para ilustrar um post em 2011
Faz já umas três semanas que perdi minha Bíblia. Não sei onde foi que a deixei! Não me lembro se a deixei nos bancos da igreja depois de um dos cultos ou se foi em algum outro lugar. Já a procurei pela casa toda e no armário de Achados e Perdidos da igreja, sem sucesso.

Nunca pensei que ficaria tão chateada! Agora preciso recorrer a outras Bíblias que temos em casa para fazer as leituras devocionais e levar aos cultos e reuniões. Obviamente o conteúdo de todas é o mesmo,  mas não é o mesmo que ler a minha própria Biblia, já que há muitas coisas que minha Bíblia tem que as outras não tem!

Me refiro a todas as anotações que fiz em suas páginas desde que a ganhei de presente há quatro anos, e que agora se perderam, nos tantos versículos marcados por alguma razão especial, nos trechos bíblicos que anotei na contra-capa indicando as passagens  que esclarecem dúvidas que muitos tem sobre assuntos como adoração de imagens, santos, casamento, conversar com os mortos, homossexualismo, Maria, educação de filhos, santidade, aborto, bebidas alcoólicas, etc.

Perdi a Bíblia que ganhei das Mulheres Cristãs em Ação (MCA) da Primeira Igreja Batista de Taubaté, na despedida que me fizeram quando nos mudarmos para Maringá,  e se foi  a linda dedicatória que escreveram na Bíblia...

É triste perder a Biblia, e hoje, entristecida ao me lembrar dela novamente,  desejei que a pessoa que a encontrou  possa quem sabe,  conhecer Jesus através dela e ser abençoada pelas anotações e marcações feitas ali. Então orei por isso, e sabem  o que aconteceu?

Senti PAZ! Finalmente, depois de muitos dias não me senti  triste por tê-la perdido e pensei que talvez tenha sido para isso mesmo que eu a recebi de presente  há alguns anos - para perde-la agora a fim de que alguém possa encontrar Jesus!

Uma das maravilhas de andar com Deus é isto:  saber - e comprovar - que Ele sempre transforma nossas tristezas em alegrias!  

Agora preciso comprar outra Bíblia e começar a anotar tudo novamente. Afinal, não foi Jesus mesmo que disse "Eis que faço novas todas as coisas"?  heheh

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